9 de abril de 2008

Adeus às Armas

Adeus

- Cale-se, João, e não me interrompa. Eu sou a sua Delegada.

- Cala-te, João!

- Cala-te, João!

- Cala-te, burro!

(Há uma nebulosidade no ar, intangível para João, que não lhe deixa respirar a consciência. Há um subliminar processo de estupidificação sob os panos diáfanos, efémeros, fátuos. O João cala-se para sempre. Sem angústias de maior, sem nenhum esplendor, sem suscitar saudade. Adeus.)

 

(Imagem tirada daqui)

3 comentários:

Anónimo disse...

Fala, João!
Há mais mundo para lá da poeira que o vento de mudança há-de levar!!!
Entretanto, vamos usando óculos protectores (mas entreolhos, nunca!)
Olá de volta, João!

Tony disse...

Era o que faltava, que o João se calasse!
Nunca!
Podemos não estar sempre de acordo, mas havemos de fazer tudo para que o João continue a dizer o que quer dizer!
Era o que faltava!
Era mesmo o que faltava!

Anónimo disse...

Oh, Jo�o, tu n�o podes calar-te. Se for preciso fazemos uma marcha at� � Escola, para manifestarmos o nosso apoio a um dos grandes blogueiros.
Abra�o
Amirg�