20 de outubro de 2007

Telenovela Portugal

Sorry. Text submitted to inner censorship (in order to avoid outer "scissorship", which could be much more "shearing" for both post and author.

joao de miranda m.

12 de outubro de 2007

existencialíssima intriga

Por que incompreensível razão tenho que dizer que os meus textos não são meus para que os meus amigos os apreciem? Primeiro perguntam se é meu. "Claro que não, eu não seria capaz de escrever isso". Aí lêem e dão sonoras gargalhadas ou dizem "bem apanhada essa"...
Se alguém souber porque isto acontece, faça-me saber. Agradeço, mesmo que isso me deite definitivamente abaixo...

11 de outubro de 2007

"Pois lede agora, senhores,
Uma história de pasmar!
Foi no país dos doutores,
No concurso a titular."


Para ler integralmente, AQUI

7 de outubro de 2007

Da Avaliação do Desempenho

Espero ser perdoado pelo que penso sobre este assunto. E penso de um modo tão socialmente incorrecto que não disponho de eufemismos para o expor de modo aceitável. Mas deixo ficar uma percepção: acho que estou a ver um grupo de professores a trabalhar arduamente na prática pedagógica quotidiana, aguentando, que nem baluartes, a quotidiana indelicadeza dos jovens e dos seus pais, dando tudo de si em cada momento, no passado e no presente, para cumprir o seu dever com honra e brio; e um outro grupo (uma matula de oportunistas imprestáveis? Um grupelho de superintendentes, recém-chegado à soleira do poder?) de mãos nos bolsos, a vê-los trabalhar e a denunciar minúsculos erros pedagógicos nos seus deturpados e inúteis relatórios. Como fiscais da Câmara.
Poderia esta percepção ser verdadeira? Não, obviamente! Devo estar a tergiversar, pois, se assim não fosse, esta situação seria demasiado grotesca para poder ser tolerável.
O ensino vive hoje uma burocracite sem precedentes. Muitos iluminados (uns com luz própria e cintilante, outros recebendo essa luz de outros tantos fachos rutilantes) acreditam que toda esta comédia trará, finalmente, o sucesso às escolas secundárias.
Trará, certamente. Um sucesso de pechisbeque, falso como uma léria, porém sucesso como tantos outros...
Mas eu estou dentro de um cone de penumbra, onde nada vejo nem sou visto.
Ainda bem.
Procurando o poema "nos degraus de laura" de José Afonso, encontrei o blog do mesmo nome. Li um pouco, listei nos links e recomendo a leitura.
Aqui: "nos degraus de laura"
E também, por proposta de Rolo Duarte, "estrela do mar"

5 de outubro de 2007

o cinco de outubro e a implantação sexual

A Educação Sexual chegou hoje às escolas. Orientada superiormente por uns velhotes safados, ministrada por um grupo de professores intimamente ansiosos, que fizeram acções pos-laborais tardias, recebida por um grupo de alunos que a reclama há décadas…
Chegou, mas vem carregadinha dos vícios das outras disciplinas. Mal chegou, já se instalou com todo o aparato de uma disciplina curricular, com direito a avaliação e, numa situação de algum azar, a chumbo.
Já imaginaram um Aluno reprovado em Educação Sexual? Nem tentem. Sim, porque um chumbo a Matemática, a Física ou a Inglês, é um acto desculpável e até heróico, enobrecido aos olhos de prestimosas colegas. Qualquer garota se aprestará a fornecer compreensão, apoio e consolo a um rapazola que reprove naquelas cadeiras. Mas estará ela disposta a fazer isso, se ele reprovar em Sexologia? Não creio.
Pelas minhas contas, está a chegar aí uma disciplina que, finalmente, obrigará os rapazes a estudar, transformando-se, em poucos meses, numa disciplina tão odiosa como qualquer outra. Por causa da avaliação.
Mas afinal, como será avaliada esta nova disciplina? Terá aulas práticas? Terá prova oral, ou apenas vaginal? Qual será o peso da componente preliminar? Haverá o socio-afectivo, ou apenas o sócio? E, se o sócio for afectivo, poderá a sócia ser mais empedernida?
Quem reprovar nos preliminares será logo excluído da penetração, ou fará média? O trabalho de casa avalia-se pelo cansaço manifestado na aula seguinte? Que outros instrumentos se podem usar, para além do reconhecidamente apropriado?
E que perguntas fará o Professor?
- Em que ano foi o primeiro relatório Kinsey?
- Tem algum compromisso para esta noite?
- Estou satisfeito com o seu exame. Também foi bom para si?
- Para terminar o seu exame, diga-me só o seu número de telefone.
E o que escreverão as Professoras nas cadernetas?
- O seu educando não trouxe material para a aula prática de masturbação; expulsei-o por ejaculação prematura; dorme a fazer os exercícios de aplicação; é pouco convincente nos assédios; apresenta muitas dificuldades na produção de piropos; teve uma erecção de turma.
- Tem que ter paciência, sotôra. Sai ao pai…
É dia cinco de Outubro. Virá por aí mais república? Sim, e das bananas. Literalmente...

adeus, "causa"!

Todos falam nesse blog! O Rolo Duarte refere-o volta e meia e lê-lhe os posts, com altivez, na "Janela Indiscreta". Apressei-me a colocá-lo aqui. Chama-se "A Causa Foi Modificada" e é, assumidamente, um blogue de apoio à recandidatura de José Sócrates.
Li-o com atenção.
Apressei-me a retirá-lo. É demasiado mau. Tive medo da contaminação...


29 de setembro de 2007

Não é meu hábito promover aqui o trabalho de músicos e intérpretes, mas Mayra Andrade é um caso especial, um caso muito sério no actual panorama da World Music de raiz cabo-verdiana. Visite-a AQUI.

28 de setembro de 2007

O mais eficiente professor de jornalismo

Santana Lopes ensinou que nenhuma pessoa importante é notícia por si só. Para ser notícia, uma pessoa importante (ou não) precisa estar envolvida com um facto importante, sendo, definitivamente, facto importante aquele que, de algum modo, mexe com um colectivo e sobre ele pode agir no bom ou no mau sentido. Mourinho é, certamente, uma pessoa importante, mas não o é a sua chegada a um aeroporto. Uma proposta para resolver um problema partidário, ainda que proveniente de um cidadão comum, é, indubitavelmente, mais importante do que a chegada de um contingente de Mourinhos mais ou menos importantes.
Suponhamos, ainda assim, que tudo o que eu disse está errado e que o certo é, exactamente, o contrário disto. Neste cenário, continuo a defender que não se devia ter interrompido uma entrevista (seja qual for a sua classificação e o estatuto do entrevistado) para transmitir um não facto envolvendo uma pessoa por mais importante que ela seja. Em qualquer dos casos, seria previsível que, depois da interrupção, nenhum convidado reataria facilmente o discurso a partir do ponto onde ficou. Santana mandou-os à fava. E não poderia ter agido de outra forma.

PS. Se Santana Lopes não avisar, faço-o eu agora: vejam lá como tratam o próximo facto em que Mourinho está a conceder uma entrevista sobre as razões do seu abandono e Santana Lopes resolve, inopinadamente, fazer uma vaquinha no solário de Paulo Portas. Estou em crer que, se Mourinho for interrompido por esta reportagem no solário, perder-se-á na entrevista, a ponto de não saber mais quanto, verdadeiramente, auferiu com a negociata. E o serviço de informação será, mais uma vez, lesado.

27 de setembro de 2007

A mão esquerda do Mafarrico

Deus deu-nos o sol para alumiar o dia. E veio o diabo e deu-nos as cataratas. Deus deu-nos a lua para vermos de noite, e veio o diabo e trouxe-nos a menstruação. Deus deu-nos a noite para descansar e veio o diabo e inventou o despertador. Deus deu-nos a água para matar a sede e veio o diabo e criou a coca-cola. Deus deu-nos o sexo e o diabo inventou a impotência. Deus deu-nos as mulheres e o diabo fabricou as esposas. Deus pôs no mundo milhares de mulheres lindas para nós escolhermos, mas veio o diabo e deu-nos a nossa. Deus deu-nos o conhecimento e a sabedoria e veio o diabo e criou as escolas. Deus deu-nos professores bondosos, inteligentes e sábios, mas veio o diabo e criou os titulares.

Irredutivelmente enófilo

Envelhecer é uma merda (para os escatológicos). Uma porra (para os mais lúbricos). Para todos, é uma descida vertical, rápida e desprestigiante.
Não há nenhuma dignidade em envelhecer.
O único que envelhece com dignidade é o vinho. Se algum charme me assiste, ainda, neste mergulhar para a decrepitude, é do vinho que me vem. Por osmose gastroentérica.