… e o Tralapraki fecha-se aqui. Nele derramei 879 posts (um pouco menos do que tinha previsto) em seis anos e seis meses (um pouco mais do que fora planeado).
O Trala resolveu, portanto, dedicar-se à questão da Educação e acompanhou a luta dos professores, quando ela parecia alguma coisa de importante. Mal sabia ele (o Trala) que o que nasce como heroi morre como cobarde ou, numa imagem bem menos pomposa, nada é suficientemente sério que não possa arrancar-nos um descompassado riso, à mistura com um eloquente encolher de ombros.
Diante das lutas sérias que nos esperam, a luta contra Lurdes Rodrigues (uma senhora anónima que presidia, em 2008, aos destinos da Educação e contra a qual o desesperado e destemperado Tralapraki geniosa e arruaceiramente se levantou) não passou de uma birra incipiente, servida a fisgas.
É, portanto, uma nova guerra que se nos apresenta agora, muito mais soberba e crucial que aquela. Porém, como vos garanto que não se tratará ainda da batalha final, resolvi abordá-la com armas artesanais e suficientemente amadorísticas para não me esmurrar todo, no caso de elas me emperrarem na mão. Não pretendo matar ideologias, mas posso fazer-lhes cócegas (Já um dia vi um miúdo à beira da morte por causa de uma sessão de cócegas, podem acreditar). Não posso reorientar o país na direcção certa mas posso voltar as placas ao contrário. Não sei dar tiros na rua, mas posso açular os meus rafeiros.
De facto, o tempo do Trala passou. O seu projecto não faz mais sentido.
Por isso, vem aí o “Só falo do que não sei”, que espero permita registar as minhas mais incongruentes lucubrações e as pegadas mais ostensivas do novo tempo que aí vem.
Este espaço fica também aberto a todos os amigos do Facebook que nele desejem publicar
Até sempre.
Post 879 (Imagem do “Só falo…”)
… como as pragas do Egipto e os namoros de Jacob. Em média, ao fim dos sete anos, que é também o tempo da segunda crise dos casais, começam a definhar e acabam como plantas secas. Vi isso vários vezes. Oitenta por cento dos casos podem ser facilmente comprovados, atentando nos respetivos arquivos. Refiro-me, obviamente, aos blogs que foram ou são minimamente representativos, que se apresentaram como projeto mais ou menos consistente, e não aos blogues das crianças, feitos sob a inconsciência do ímpeto e logo esquecidos como brinquedos que passaram de moda.
Os humoristas dizem muitas vezes que hoje não é praticamente necessário ter um grande talento, toque de genialidade ou dom especial para, nas actuais circunstâncias, fazer rir. Afirmam com alguma regularidade que a situação do nosso país é, só por si, um manancial do mais requintado e insofismável anedotário que alguma vez atravessou lusas paragens. Declaram que basta dotar a fauna que fala e se mostra por aí de alguns poucos traços técnicos relativos à composição de caricaturas para que a realidade realce e expanda o que na verdade já é: uma comédia.
Três horas da tarde. Uma tasca às moscas. (Muito poucas, visto que estamos no Inverno) 
Não sei se vamos ter fim do mundo, mas pelo menos o fim de semana já aí está. E onde há fumo, há fogo. Hoje, o meu fim do mundo começou como o meu fim-de-semana – a tomar o pequeno-almoço na cama. Não pensem que costumo tomar o pequeno-almoço na cama. Na verdade, nem costumo tomar pequeno-almoço. Esse luxo estava a levar-me a uma descapitalização sem retorno. Não, as nossas mulheres servem-nos o pequeno-almoço na cama apenas quando suspeitam que poderá ser o último, sobretudo por nossa parte. Foi o caso. E sabem que mais? Acho que isso é o fim do mundo. Não precisamos de outro para o escândalo ficar completo.
Após a leitura do