20 de julho de 2012

adenda ao post anterior

MULTA 1Para não terem que o ler (o meu percurso para a santidade inclui não ser cruel com o meu semelhante), vou fazer um resumo do dito post:

O autor propunha-se contribuir para a solução da actual crise, transferindo para a conta do Sr Primeiro Ministro tudo o que lhe sobrasse no final de cada mês. Previa ele poder alienar, neste mês de Julho, a quantia de 13 euros. Mas aconteceu um contratempo (aliás, listado pelo autor como potencialmente acontecível): o autor foi mesmo multado por estacionamento irregular (como vai atestado no documento que vos insiro) no valor de, imaginem, 12 euros. Aconselhado pelo seu guru e orientador espiritual, o Professor Machimbombo (de Turucutela), o autor decidiu não transferir o euro que lhe restou, preferindo acumular o donativo do próximo mês de Agosto.

Com os devidos pedidos de desculpa a S/ Exª e às Potestades, e reconhecendo o irreparável dano provocado à recuperação do país, subscrevo-me humildemente…

PS: Se for a V/Exª impossível prescindir daquela quantia de 12 auros, mande V/Exª recuperá-la junto do meu usurpador, a Câmara Municipal de Águeda, e poderá V/Exª ser perdoado de alguns dos seus pecados, porque, lá diz o povo, ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão. E voz do povo é voz de Deus. Ou será do Priofessor Machimbombo?

     Post 847      (Imagem e multa minhas)

17 de julho de 2012

Na peugada do curriculum de santidade…

Ora bem, eu sou funcionário público, professor do ensino secundário, e estou, portanto, a pagar a crise que os capitalistas criaram e que os seus lacaios de libré, os políticos neo-liberalengos, têm vindo a tentar resolver a contento de alguns, extorquindo quase tudo o que resta ao proletariado que, sabe-se lá por que reviravolta histórica, inclui hoje a classe média e, por conseguinte, todos os professores e restantes funcionários do estado. Estou, portanto, segura e paulatinamente, a construir um invejável currículo de corno paciente, mas ainda estou muito longe da santidade. Está certo, eu trabalhei às ordens da Dra Gilda Corte-Real e da Dra Albertina Brito, leccionei o 7ºA e o 10L Profissional de Informática, fui secretário do Eng. Manuel Oliveira, mas falta-me ainda um pouco para atingir a plenitude de um mártir.

Estando, no entanto, apostado em atingir aquele estatuto, comecei a dar voltas à cabeça para tentar descobrir como posso ajudar ainda mais o Governo de Portugal a conter a dívida externa, a baixar o deficit público e a regressar aos mercados e, sobretudo, aos supermercados, pois a comida já vai rareando nas despensas. E foi assim que me ocorreu uma ideia genial que, como todas as ideias geniais, prima por uma simplicidade extrema: todos os funcionários públicos devem transferir para a conta pessoal de Passos Coelho, os euros que lhes sobrarem ao fim de cada mês. Pode parecer estultícia, mas tenho ouvido relatos de pessoas que referem ter-lhes sobrado algum dinheiro no fim do mês, mesmo tendo conseguido comer quase todos os dias. Eu, por exemplo, estou a contar conseguir um superavit de, pelo menos 13 Euros, no final deste mês, se não ocorrer, obviamente, nenhuma contrariedade importante, uma gripe de aves ou de mamíferos, uma martelada num dedo, uma multa por estacionamento, etc., até ao próximo dia 23, dia em que o bondoso estado transferirá para a minha conta mais um montante líquido de 830 euros, que me permitirá, se Deus quiser, dar, em 22 de Agosto, mais um passo seguro a caminho da solução do problema económico português e outro, não menos importante para mim, a caminho do meu objectivo principal – a santidade absoluta.

A conta de Sua Excelência é 00027014200, da CGD. Contribuam.

(Ah, desculpem! Houve um ligeiro engano. Esta conta, afinal, é a minha…)

    Post 846      (Imagem daqui)

15 de julho de 2012

Capturar

Ouça a nova selecção musical que preparei para si. Desligue por momentos a rádio do blogue e clique no botão play do tralapraki rádio, mesmo aqui ao lado.

Uma selecção de 6 faixas fabulosas por semana.

12 de julho de 2012

Acções de formação e rendas de bilros (parte 1)

“Bom, já que tenho que me apresentar, aí vai. Chamo-me Fausto Lindoso e sou, obviamente, natural do Concelho de Biana do Castelo. Sou professor de Trabalhos Manuais na Escola B2/3 da Mamarrosa do Botão. Tudo corria pacatamente, ensinava origami às terças e quintas e bordados regionais às segundas, quartas e sextas. Quis o destino que fosse fazer uma acção de formação, para tentar mudar de escalão. Como de costume, inscrevi-me sem ver de que acção se tratava. Quando me apresentei no dia e hora combinados para a primeira sessão, verifiquei que se tratava de Educação Sexual em Meio Escolar. Mas, enfim, já lá estava dentro e um homem nunca recua.

Lembrei-me de ter ouvido falar dessas acções. Pessoas equilibradas que incautamente as frequentaram tiveram que fazer de Júlio Machado Vaz para o resto das suas vidas académicas. Na verdade, sempre achara essas histórias um tanto exageradas. Na minha mente, uma simples acção de formação não pode ter repercussões tão nefastas na vida de um cidadão, ainda que se trate de uma acção inconcebivelmente ousada e perturbadora. Foi exactamente por partir do pressuposto da sua sã inoquidade que me derramei na cadeira de fórmica e abandonei definitivamente a ideia de me ir embora, como tantas vezes fizera já, sobretudo naquelas acções sobre autonomia e aprender a aprender que foram moda nos anos 90 e que agora já não têm praticamente nenhuma saída.

Fiquei. Fizemos logo um teste de múltipla escolha para diagnosticar o nosso estado de conhecinmentos e, enfim, despistar eventuais taras dos formandos. Eu, depois de pensar um pouco, achei que deveria errar duas ou três questões para justificar a minha permanência na acção e também para elevar um pouco a auto-estima da formadora, a Dra Isolina Meneses, 62 anos, casada, divorciada, casada outra vez e de novo divorciada e, ao mesmo tempo, convencê-la em definitivo da importância e premência da acção de formação que desencadeara, sabe-se lá porquê. No último teste acertaria todas as perguntas, facto que daria à formadora a sensação da enorme utilidade das suas aulas e lhe inflamaria o ego, se este, obviamente, possuísse algo de combustível.

Não possuía, na verdade, antes se tratava de um ego adormecido e aquoso, residindo a explicação do facto na sua avançada idade bem como na avançada idade de todos os formandos desta enternecedora classe de jarretas.

Porém, das verdadeiras repercussões que esta acção tomaria no futuro vos darei conta em tempo oportuno, isto é, num momento em que não venha nada a propósito e em que as duas pessoas que leram isto já tenham, eventualmente, emigrado.”

(Continua…)

     Post 845       (Imagem daqui)

11 de julho de 2012

Capturar

TRALAPRAKI RADIO    Ouça a nova selecção de música que preparei para si. Está aqui ao lado, na barra lateral, no Tralapraki Radio. É só clicar, como sempre. Desligue, por momentos a rádio da blogue, situada um pouco mais abaixo.

quatro euros à hora é muito ou pouco?

Não, não estou a fazer piadinha de mau gosto. Quatro euros à hora pode significar um salário mensal praticamente soberbo, pelo menos na minha opinião, que sou um pobretanas. A confusão é simples de explicar e reside numa das muitas mistificações de que toda a sociedade portuguese enferma. Ora, um mês tem, como se sabe, 720 horas. Se estas horas forem contabilizadas como horas de trabalho, apesar de nelas estarem incluídas os lazeres (repare-se que o lazer é parte essencial do trabalho, pois é no lazer que o trabalho se prepara e planifica), uma pessoa que ganhe quatro euros por hora receberá no fim do mês um salário líquido de 2.880 euros. Nada mau.

Se, no entanto, considerarmos apenas as horas efectivas de trabalho que se tem num mês, ou seja, uma média de 160 horas, o mesmo indivíduo auferirá pouco mais que o salário mínimo, o que, em boa verdade, não é aconselhável nem a enfermeiros nem a doentes, isto é, serão uns simpáticos 640 euros por mês, livres de impostos, ou não. E aí está a segunda mistificação: nunca sabemos se os números apresentados se referem a salários líquidos ou ilíquidos. Cumpre-me aqui explicar o que é um e outro, de modo claro e inequívoco: salário ilíquido é aquele que o patronato diz que a gente realmente ganha; salário líquido é aquele que nos dão, depois de nos retirarem uma boa porção que a gente acredita vir a reverter, no futuro, em bem da comunidade e, com um pouco de sorte, em nosso próprio bem. É graças a esses impostos, a essa pequena espoliação que viram aplicada aos seus salários durante décadas, que hoje todos os reformados e pensionistas vivem uma vida de regalias, poder económico, saúde e prazeres infindos…

(E, afinal, quatro euros por hora é muito ou pouco? E isto é líquido, ou ilíquido?)

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7 de julho de 2012

Exultai! Vem aí um novo ano lectivo!

Dentro de dois meses deve começar mais um ano lectivo. Digo “deve” no sentido de probabilidade e não de obrigação. Na verdade, tudo se inclina para que o próximo ano lectivo seja mais um ano, sem dúvida, com trezentos e tal dias de penúria, como o seu antecessor, mas muito pouco lectivo, talvez ainda menos do que este foi.

E, se por um acaso, o for ainda menos, este ano que ai vem arrisca-se a produzir uma lectividade abaixo de zero, já que a anterior se quedou pela nulidade absoluta. Se não, vejamos: vão sair do sistema algumas centenas de bons professores. Enquanto isso, entrarão nele alguns milhares de maus alunos. Basta esta previsível ocorrência para augurarmos o cenário que acabo de traçar, ou, presumivelmente, um pouco pior ainda, se as elites do sistema persistirem em confundir ensino com ATL, e trabalho/estudo com actividades ao ar livre e festinhas publicitárias para promover as escolas, tornadas agora empresas de produção de chouriços diplomados e restante charcutaria bolonhesa ou afim.

Poderemos ainda, com alguma facilidade, conceber uma alteração substancial do sistema educativo, mudando-o de absolutamente inútil (posição que mantém agora) para eventualmente adverso, posição que atingirá brevemente, estabelecidas que sejam as condições ideais. Este desiderato de passar de academicamente imprestável para socialmente prejudicial será alcançado se os professores que ficarem no sistema forem os que obtiverem as melhores classificações na avaliação de desempenho, ou seja, os mais industriosos, os mais ardilosos, os mais mesquinhos, os mais arrogantes, os mais convencidos, os mais legalistas, os mais burocratas, os mais desonestos. Numa palavra, tudo o que não faz falta nenhuma ao ensino em Portugal.

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29 de junho de 2012

instituto das novas profissões

erin-wasson-roupas-femininas-e1335456047260Martim tem uma profissão nova: abre buracos em calças de ganga. Depois de um moroso e competentíssimo curso de formação, estabeleceu-se por conta própria ali à Rua de Trás. Todos os dias recebe oito pares de calças, produzindo por dia, com minúcia e arte, outros tantos buracos em cada par. São, portanto, sessenta e quatro buracos que o Martim abre entre as 9 da manhã e as seis da tarde. O preço ajustado com a Maconde é de 50 cêntimos por buraco médio, podendo ir até 80, nos casos de buracos que ultrapassem metade da largura da perneira da calça. Martim, foge, no entanto, deste tipo de buraco, como o Diabo da Cruz, pois, no seu esmerado dizer, torna-se complicado controlar um buraco tão grande. Parecendo que não, alguns buracos adquirem praticamente vida própria, impõem-se com violência à restante perneira e nunca se pode adivinhar que desaire ou calamidade daí possa resultar.

Esquecendo, então, os buracos demasiado esbarrumbados, o Martim ganha por dia uma média de trinta e dois euros, totalmente isentos de impostos. Abrir buracos é, ao contrário de tapá-los, uma actividade ainda não reconhecida. Trata-se, por enquanto, de uma não profissão, dado que o resultado do trabalho não é um produto, mas um não-produto, dotado de uma certa não-existência. Se trabalhar 22 dias por mês, o Martim recebe setecentos e quatro euros, de onde retira apenas trezentos, destinados a rúcula e a cedês raríssimos dos Village People. Martim é um exemplo de inventiva, arrojo e espírito empresarial para todos os jovens desempregados.

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20 de junho de 2012

Montgolfier, Montgonflier, mon Dieu…

Quando éramos schoolburros* do quinto ano, actual nono ano, éramos bons alunos e estudávamos um bocado. Não porque gostássemos de estudar (éramos garotos normais, que diabo), mas simplesmente porque todos ansiávamos ver reduzido o número de varadas que, de ordinário, nos caía pelas orelhas abaixo, especialmente nas aulas de Física.

Ora, os irmãos Montgolfier tinham construído no século XVIII um diacho de um balão que se elevou no ar sozinho, perante a admiração de todos, faz agora uns 230 anos e o Sequeira sabia isto tudo, com pormenores que nem o professor conhecia. Apesar disso, nunca se livrou das vergastadas nas orelhas, simplesmente porque dizia Montgonflier em vez de Montgolfier. E o Sequeira nunca se queixou do professor de Física, mas sim do cientista do balão, que tinha um nome impronunciável.

(Em se tratando de um blogue sobre educação, o Tralapraki está amplamente justificado por ter trazido a lume este modesto incidente que, obviamente, esclarece à saciedade o tipo de relação que os professores mantinham com os alunos nos idos de sessenta, ou seja, uma relação confortavelmente estável.)

Mas, que fique claro, não foi esta a razão por que me lembrei disto hoje. A razão é que, vejam lá, encontrei ontem o Sequeira, vindo de França para um mês de férias aqui na praia de Mira (onde é que eu já li isto?). E não sei se foi da cerveja ou de alguma reminiscência que o seu rosto me tivesse sugerido, lembrei-me claramente do professor de Física e do balão admirável de Joseph e Jaques e, claro, das bordoadas.

- Já sabes como se chamam os irmãos que lançaram um balão em 1783? – perguntei-lhe eu, quarenta e sete anos depois das varadas, na espectativa de uma resposta que nos remetesse, sem brumas nem omissões, à nossa esplendorosa adolescência.

- Agora sei.– disse o Sequeira. - Eram os irmãos Montgonflier… Calma, eu disse Montgonflier para me vingar desses franceses ridículos, amiguinhos da Merkel, que não me dão a reforma por inteiro. E também porque não vi nenhuma vara nas redondezas, é claro. Mas é Montgolfier o nome atoleimado desses dois irmãos imprestáveis, que nem sequer inventaram o balão. Quem o inventou foi um português de nome escorreito, o padre Bartolomeu de Gusmão. Ainda bem que vim a tempo de ver os quartos de final aqui na minha terra!

 

*Schoolburros – termo inventado pelo João Luís que tinha dificuldade em dizer schoolfellows.

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16 de junho de 2012

Espectáculo!!!...

Dois dos meus alunos do 10º ano pegaram-se ontem numa interessante cena de pancadaria.

Ao contrário da habitual reacção que desencadeio quando a pancada se dirige a mim próprio e que é, no mínimo, instantânea, desta vez demorei o tempo que achei necessário para perceber o facto e, obviamente, para tentar prolongar o mais possível o íntimo prazer que me estava a dar ver outros, que não eu, apanhar uma valente coça

De modo que deixei, calmamente, as mesas estatelarem-se ao longo da sala, os sopapos estalarem de ambos os lados, os olhos matizarem-se alegremente de roxo e os narizes esborracharem-se sob o impacto de murros e cotoveladas. (Um espectáculo gratuito, de tão elevada qualidade, não acontece todos os dias. A sua estranheza fazia dele um momento histórico digno de um post, uma crónica, um compêndio de civilidade e etiqueta).

Não sei que pensamentos ou sentimentos a restante turma desenvolveu mediante o inusitado espectáculo. Quanto a mim, tive tempo de sobra para a íntima e, obviamente, reprovável alegria de verificar que dois alunos da pior espécie representavam ali, diante dos meus olhos alegremente atónitos, a cena que tantas vezes eu próprio tinha sonhado.

Introduzamos aqui um pouco mais de precisão: a cena recorrentemente sonhada não era exactamente esta. Ela envolvia, de facto, três actores e não apenas dois. Havia um primeiro actor, único protagonista digno deste nome, eu, esmurrando aqueles dois, ou quaisquer outros dois, já que a turma é generosamente rica em espécimes deste jaez.

Sonhos são sonhos e, seja pelo estatuto do aluno, seja pela arrogância e voracidade dos pais, ou seja pela minha notória decrepitude, a cena, do modo como tantas vezes foi desenhada, nunca aconteceu de facto, graças a Deus e aos obstáculos com que sempre atravanco a distância que separa o sonho/desejo da realidade/facto.

Mas não me queixo. A cena foi diferente, eu não estava nela, mas foi igualmente enternecedora e totalmente satisfatória.

Ao fim de vários segundos de divertidíssima violência, um pouco antes de os primeiros pingos vermelhos aflorarem ao trombil dos contendores, acabei finalmente por intervir em nome do regulamento geral dos espectáculos, expulsando-os da sala, marcando faltas disciplinares e tomando algumas notas para uma futura participação de ocorrência.

Aconteceu ontem, na última aula do curso, facto que impossibilita o acesso a qualquer hipótese de repetição da cena, pelo menos neste ano lectivo. Enfim, antes pouco que nada!

Tudo terminado, havia em alguns rostos o desânimo do fim do circo. Quanto ao meu rosto, nada posso garantir sobre o que nele havia... (Não possuo feedback autónomo sobre as minhas expressões faciais).

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15 de junho de 2012

Escola tecnológica é outro luxo…

imageNa sequência de várias fraudes que ocorreram em anos anteriores, em período de exames, e que se prendiam com erros de identificação dos candidatos (nomes demasiado semelhantes, gémeos que se fizeram passar pelos irmãos, etc.), a escola pública portuguesa, num louvável esforço de exigência, rectidão e amor pela honestidade de processos (como tem sido, aliás, seu apanágio), introduziu recentemente o eye-scanning que,  em português nortenho, se pode e deve traduzir por digitalização do olho. Trata-se de um aparelho que lê as características do olho, únicas em cada indivíduo, e que provou ser mais certeiro que a tradicional identificação por fotografia, impressão digital, ou mesmo a presença de um compadre ou de um vizinho do aluno em causa. Além de tudo, num momento em que o tempo é absolutamente precioso, como é o caso dos exames, o sistema apresenta uma rapidez de processos absolutamente estonteante. É tudo simples e intuitivo. Os scanners estão instalados nos assentos das cadeiras. O candidato a exame senta-se e fica automaticamente identificado, seja qual for o tipo de cuecas que use, ou mesmo que tenha optado por calças ou saias decentes, em vez das tradicionais calças descidas ou de mini-saias transparentes…

     Post 839     (Imagem daqui)