14 de maio de 2011

as eleições que estão a dar

campanha-eleitoralNem sempre o mais caro é o melhor. Quando estas eleições foram anunciadas em plena crise parti logo para aquela posição maniqueísta de que é mais um gasto desnecessário, mais um desvario ostentatório, mais uma acha na fogueira cada vez mais acesa da nossa dívida pública. Quando fui informado de que, possivelmente, estas eleições teriam campanhas modestas e controladas, sosseguei um pouco. Mesmo assim, achei o preço delas excessivo, quando me apercebi de duas coisas: 1- Elas não servem para nada. 2. É possível encontrar programas de televisão bastante mais em conta, sem desmerecerem do factor diversão.

Pensava mais ou menos o que fica dito mas, logo que entrámos na pré-campanha, mudei radicalmente de ideia. Na verdade, não há dinheiro que pague a boa disposição das pessoas. E o riso é factor inebriante que nos conduz momentaneamente à felicidade suprema. Parece que nenhuma campanha anterior foi mais barata do que esta e tenho certeza de que esta tem sido e será a mais divertida. Tenho a certeza de que vocês imaginam do que falo. Desconfio que também vocês se estão a divertir como nunca antes. Que viva, pois, esta cómica campanha, cuja comicidade aumenta na razão directa da sua modicidade…

  Post 744     (Imagem daqui)

6 de maio de 2011

coisas giras por email

europaKuing Yaman, um professor de economia chinês que viveu em França, fala assim da sociedade europeia: (Chamo, porém, a atenção do leitor para a possibilidade de a alegada entrevista cedida pelo Professor Yaman ter sido forjada, se fizermos fé em suspeitas levantadas por alguns comentadores. Diz-se até que tal entrevista nunca existiu e que o video, falado em Mandarim, que originou o texto que se segue, está legendado de modo aleatório, como frequentemente acontece entre nós.

Não sei, de facto, se o que se segue foi dito por Kuing,  nem sequer se Kuing existe. Seja como for, não duvido por um segundo de grande parte do aqui aqui se diz, quer se trate de pura mistificação, quer não)

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo
social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os
europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam:
lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima
dos seus meios. Porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...
2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para
suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para
financiar a sua assistência generalizada.
3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão
pagar 'a conta'.
4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo.
Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não
poderão honrá-la.
5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos
'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão
fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.
6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas
sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos
há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por
impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É
uma inversão de valores.
7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e
sufocação.  A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o
abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!
8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los.
Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...
9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego
em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de
uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das
inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os
decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um
desempregado...
10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade...

  Post 743     (Imagem daqui)      (Enviado por Paula Leitão)

1 de maio de 2011

a mão esquerda do mafarrico (2)

diaboDeus deu-nos o sol para alumiar o dia. E veio o diabo e deu-nos as cataratas. Deus deu-nos a lua para gozarmos de noite, e veio o diabo e trouxe-nos as discotecas. Deus deu-nos a noite para descansar e veio o diabo e inventou o despertador. Deus deu-nos a água para matar a sede e veio o diabo e criou a coca-cola. Deus deu-nos o sexo e o diabo inventou a impotência. Deus deu-nos as mulheres e o diabo fabricou as esposas. Deus pôs no mundo milhares de mulheres lindas para nós escolhermos, mas veio o diabo e atou-nos à nossa. Deus deu-nos o conhecimento e a sabedoria e veio o diabo e criou as escolas. Deus deu-nos professores bondosos, inteligentes e sábios, mas veio o diabo e criou os relatores.

  Post 742    (Imagem daqui)

29 de abril de 2011

o tralapraki foi ao casamento da princesa (2)

pai de kateNão sei por que meios ou por que carga de água, tive oportunidade de contactar com o senhor Middleton:

“Claro que of course estou happy. O rapaz the guy não é rico mas é normal straight, não sofre de ataques de homossexuality, e tem um bom emprego, é aviador. Isso de ser príncipe não me diz nothing… mas a minha filhota ficou tarada de todo quando soube que ele era o Prince… ela gosta muito da música dele… E depois ele tem cara de ser um banana, nerd you know,que é tudo o que uma mulher deseja e precisa para ser feliz… Agora desculpe, mas tenho que me ir atirar aos canapés…“

  Post 741      (Imagem daqui)

o tralapraki foi ao casamento da princesa (1)

kateA noiva Kate ia, de facto, linda, com um vestido cheio de dúvidas e de expectativas, um diadema de 1930 e, claro, o nariz do pai…

 

  Post 740      (Imagem pública)

23 de abril de 2011

e (quase) tudo o fogo levou…

incendioMinha cozinha ardeu na quarta-feira. Praticamente toda. Começou no exaustor e propagou-se ao fogão e daí a umas caçarolas cheias de óleo onde eu tinha fritado bolinhos de bacalhau. Daí passou a um armário suspenso que depois transmitiu as chamas ao inferior. Salvou-se um frigorífico cheio de vinho verde, algumas cervejas, presuntos e queijos, e um armário onde eu guardava os vinhos tintos de mesa, barras de chocolate Jubileu, os Portos vintage e uns espumantes Murganheira. Deus é grande.

  Post 739   (Imagem do autor) 

22 de abril de 2011

repescando tralices

02-relogioHoje repesco o artigo que aqui publiquei em 4 de Janeiro de 2008. O Decreto-Lei 299/2007, da lei de bases do sistema educativo acabava de sair e aconselhava a evitar os nomes de santos milagreiros nas escolas do sector público. Que as antigas o mudassem e que as novas optassem por nomes não alusivos à religião. Desconheço se esse D-L ainda se encontra em vigor. É tão compreensível que ainda o esteja, como é aceitável que tenha sido revogado de imediato. Rezava assim o agora repescado post:

 

As escolas Básicas e Secundárias vão deixar de ter santos ou santas na denominação oficial. A indicação partiu do Ministério da Educação, no âmbito da aplicação do Decreto de Lei n.º 299/2007, da Lei de Bases do Sistema Educativo.
Assim, para redenominar as escolas públicas o Ministério entendeu encarregar da escolha as assembleias de escola, dando entretanto a indicação aos órgãos directivos de que devem ser evitadas alusões religiosas, como nomes de santos ou santas.


Epígrafe: Se deixar de haver santos, a quem recorreremos para combater os faits-divers dos “inventores” do sistema educativo?

Mal acordei de umas curtas férias, maldizendo esse mesmo facto (o de serem curtas), e já o Ministério da Educação (instituição sem férias nem descanso, instituição que não dorme nem relaxa) vinha anunciar mais uma medida de grande fundo. Desta vez, tratava-se de renomear (rebaptizar – prefiro esta palavra pois me remete para a santidade) as escolas secundárias e básicas que, inacreditavelmente, ainda possuem, nas suas designações oficiais, nomes de santos ou de santas.
Numa brevíssima pesquisa, reparei que o grosso das escolas com aquelas denominações é substancialmente composto por escolas privadas, o que, em meu entender, deve explicar cabalmente o seu sucesso educativo e a sua alta classificação nos rankings nacionais.
Há, iniludivelmente, uma relação de causa e efeito entre os nomes dos santos patronos dos colégios privados e o sucesso escolar. Venho, pois, humildemente, pedir a sua Ex.ª a Senhora Ministra da Educação se digne ordenar não só que se mantenha os nomes de santos e de santas nas escolas secundárias que já os possuem, mas ainda que zele superiormente para que todas as restantes tenham, pelo menos, um santo nos seus nomes. Há santos a dar com um pau que chegarão para todas e, se não chegarem, dar-lhes-emos nomes de papas e bispos e outros grandes dignitários da Igreja e mesmo de excelsos governantes (como, por exemplo, os Doutores Salazar e Sócrates que, em última análise, muito se aproximam entre si e ambos se aproximam inclementemente da canonização).
Mas esqueçam esse decreto e chamem nomes de santinhos e de santinhas (atchim) às escolas, por amor de Deus.
Em nome do sucesso educativo e do ranking nacional.

   Post 738   (Imagem do blog)

14 de abril de 2011

SCHOOLS R US


educação

Ponham-na a ajudar nas escolas, enfim, a fazer alguma coisa de útil à sociedade, ganhando os mil e trezentos euros que os restantes professores auferem no sistema educativo. Pode ser assim, senhores do FMI?

Chegou o FMI, certamente pronto para cortar um pouco mais nos salários dos professores, ou despedir vinte ou trinta por cento de nós, ou mesmo ambas as coisas. Certamente irá também deparar-se com a nossa frontal oposição, pois defenderemos, sem esmorecimento, o pouco que ainda resta da nossa dignidade. Precisamos, no entanto, de apresentar a Suas Excelências os Senhores do Dinheiro a nossa proposta alternativa para poupar na despesa do Estado, no que se refere à educação. E tê-la-emos na ponta da língua. E talvez então, como nunca, precisemos da tal solidariedade. E talvez então descubramos, finalmente, se essa tal solidariedade realmente existe entre nós.

No momento, o Ministério da Educação possui quatro departamentos centrais, cinco direcções gerais de educação e doze outras estruturas burocráticas na dependência directa da Ministra ou dos Secretários de Estado. Possui ainda cinco direcções regionais de educação, um Gabinete de Estudos e Planeamento, outro de Avaliação Educacional. Ostenta ainda a Inspecção Geral de Educação, um Gabinete Coordenador do Sistema de Informação do ME, um Gabinete Coordenador da Segurança nas Escolas, uma Agência Nacional da Aprendizagem ao Longo da Vida, um Conselho Científico para a Avaliação de Professores, outro Conselho Cientifico-pedagógico para a Formação Contínua, uma Agência Nacional para a Qualificação, mais um Gabinete de Gestão Financeira, sem esquecer o Plano Nacional de Leitura, a Rede das Bibliotecas Escolares e a Parque Escolar.

São “apenas” estes os elefantes acinzentados que me ocorrem no momento. São eles que gravitam à nossa volta (e não nós que gravitamos à roda deles).

Devemos, portanto, suplicar aos senhores do FMI que, encarecidamente, retirem as suas digníssimas manápulas dos depauperados bolsos dos professores e optem antes por limpar toda a escumalha inútil e corrosiva que gravita à volta das escolas públicas. Ponham a trabalhar aqueles que nada fazem. Os alunos de agora estão difíceis de aturar. E a canalha que, de costas ao alto, consome o erário público sabe tão bem disso que nunca lhes passou pelas preclaras cabeças oferecer-se voluntária para ir dar aulas ao 7ºB. Por que será? Se desdobrarem as turmas actuais, talvez possamos fazer um trabalho melhor. Vejam toda a súcia que se recosta nos organismos educacionais, aparando unhas no intervalo do café! Ponham-na a ajudar nas escolas, enfim, a fazer alguma coisa de útil à sociedade, ganhando os mil e trezentos euros que os restantes professores auferem no sistema educativo. Pode ser assim, senhores do FMI?

De que precisamos nós, afinal? A resposta é simples: de escolas, de alunos, de professores, de alguns auxiliares, de uns poucos administrativos; de um departamento central que pague os nossos ordenados e gira os concursos do pessoal docente e de outro que elabore programas a sério e produza as provas de exame; três direcções regionais, que representem o prolongamento do Ministério no Norte, no Centro e no Sul. Mais que isto será despesismo e pedantice.

(Imagem daqui)    Post 737

13 de abril de 2011

Os meus amigos do Foice Buque

facebook1Eu não sei o que está a acontecer aos meus amigos. Dizem-me que emigraram para uma espécie de país chamado Foice Buque que é na Internet, não sei se mais perto ou mais longe que Powerpoint. Estão todos bem, graças a deus, parece que trabalham numa quinta e não lhes falta o sustento. (Que isto já se sabe, quem trabalha numa quinta, mesmo que ganhe pouco, sempre arranca umas laranjas ou rouba uns morangos ou mata uma criação e lá vai vivendo).

Identifico-os pelas fotografias mas não os reconheço nas piadas. Dantes eram mais inteligentes e diziam mais coisas. Sentados à mesa recheada de minis, soltavam genialidades e arrotos. Enfim, eram amigos normais.

Agora não. O Zé anda sempre à procura de pregos para consertar a vedação, (que isto já se sabe, quintas grandes é assim, as vedações estão sempre a precisar de trato). É caso para dizer que, dantes, os meus amigos pulavam a cerca. Agora consertam-na…

O Pedro anda a prender ladrões (santo deus) e a comer rosquinhas, em vez de caldeiradas, bifanas e farturas, como dantes fazia. A Etelvina deu em comentadora de fotografias e de ligações (?), nos tempos livres que a quinta lhe permite. O Diogo, coitado, não diz coisa com coisa! Cola ditarolas de outras pessoas, quase sempre nos sítios obtusos e nos momentos errados. (A assincronia da Internet só pode ser conspiração do grande capital!).

Enfim, alguns estão a abrir negócios e há até um que fundou uma nova cidade e agora está a construir uma prisão, porque, enfim, parece que a Farmville e a Cityville não nos trazem nada de novo, além de mais um tópico de alienação primária…

  Post 736                 (Imagenm daqui)

12 de abril de 2011

A alegre pedagogice ou o calembour de Eduardo

escola

… E depois calou-se, ou seja, o curtíssimo programa terminou, como sempre, em modestíssima apoteose psicoterapêutica…

Eduardo Sá conversava há dias com Isabel Stillwell, nos Dias do Avesso, sobre a escola e o ensino em Portugal. Eduardo referia-se a uma estranha incongruência no nosso sistema de ensino, segundo ele, abusivamente reprodutor e verdadeiramente falho de criatividade. “Não se entende a razão pela qual o mesmo sistema premeia os alunos por saberem repetir e os castiga por saberem copiar, que é exactamente a mesma coisa. De facto, o sistema de ensino tem duas respostas antagónicas para duas situações rigorosamente idênticas”.

E depois calou-se, ou seja, o curtíssimo programa terminou, como sempre, em modestíssima apoteose psicoterapêutica.

Não nego que o conceito de Eduardo Sá tenha a sua beleza literária, o seu fulgor espirituoso, a sua perfeição parnasiana. Não posso mesmo negar que ficaria orgulhoso se tivesse sido eu a dizê-lo ou a escrevê-lo aqui. Mas, na verdade, não passa de um calembour.

Eduardo passou voluntaria e abusivamente ao lado de duas concepções fundamentais.

A primeira remete-nos para o facto incontestado de que, antes de qualquer criatividade, imaginação, sentido crítico, vem a memorização e reprodução de saberes, sem os quais nenhuma criação do espírito se apresenta minimamente sustentada. Respeitemos e conheçamos primeiro o que outros disseram antes de nós e acrescentemos depois, se formos capazes, a nossa contribuição criativa ao espólio civilizacional.  Quando a criatividade precede o conhecimento não conseguimos mais que um burro escoiceando o ar.

A segunda concepção remete-nos para a questão da honestidade. (Sei que essa coisa da honestidade não é hoje considerada um produto muito fashion, mas é ela que, em última análise, constrói sociedades justas). Copiar, usurpando o trabalho de outros ou escapulindo grosseiramente ao esforço individual não é, de facto, o mesmo que reproduzir criteriosamente os melhores saberes que civilizações milenares nos legaram. Esses é preciso estudá-los, paulatina e reprodutivamente, muito antes de podermos reciclá-los com a capacidade criativa, filha dilecta da nossa alegre pedagogice…                             

(Imagem daqui)        Post 735

9 de abril de 2011

Do amor e outros olvidos (5)

abordagem A abordagem


Nunca ninguém viu um homem rico que fosse feio, nem um pobre que fosse belo. Um homem rico impõe logo a sua eventual feiura como beleza universal.

 

Achavas então que eu não voltaria ao assunto, meu caro Paulo! Vê-se que não me conheces suficientemente. Certamente imaginaste que o facto de as minhas abordagens anteriores se terem saldado por um certo fracasso, em termos de audiência, amoleceria o meu desejo de continuar. Como achas tu que eu consegui o que consegui (embora muito pouco, quando comparado com o primo João Luís, é claro)? Desistindo logo à primeira nega? Claro que não, companheiro.

Hoje, quero-te falar da abordagem. Sim, não, bom, não é propriamente essa dos piratas em alto mar. É a abordagem que se faz às mulheres, certo? Ora aí está. Mas é uma abordagem, quand même…

Na vida, caro Paulo, há dois tipos de homens: os ricos e bonitos e os feios e pobres. Raramente estes adjectivos fazem permutas entre si. Nunca ninguém viu um homem rico que fosse feio, nem um pobre que fosse belo. Um homem rico impõe logo a sua eventual feiura como beleza universal. Um homem pobre que seja, por hipótese remota, belo, estará a

criar um paradigma de fealdade sobre o que antes era um arquétipo de beleza, digamos, romântica.

Todo este arrazoado serve para te dizer que eu, um generoso espécime de homo feiissimus, suei demais para conquistar as poucas mulheres que me permitiram apaziguar a minha relação com o desejo. Paulo, eu não tenho certeza se tu és mais bonito do que eu era quando tinha a tua idade. Mas sei que somos ambos pobres. Na verdade, tu ainda estás pior que eu porque tu nem curso tens ainda e, mesmo que já o possuísses, isso não ia fazer grande diferença. Posso, portanto, partir do são princípio de que a minha situação de há 40 anos é, em quase tudo, semelhante à tua situação de hoje, descontando, obviamente, as transformações que o tempo operou na cabeça e no entendimento das mulheres, profundas, sem dúvida, mas não suficientes para criar abismos intransponíveis entre as do meu tempo e as que hoje se te apresentam pela frente. Ah, adormeceste! Continuamos noutro dia. Toma lá esta manta que, parecendo que não, este clima desorientado pode arrefecer de repente e…

  Post 734    (Imagem daqui)