A esperança chegou e vai esvoaçar por aqui. Que possa agarrá-la quem ainda nela acredita. Boa estação nova para todos.
(Imagem tirada daqui)
A esperança chegou e vai esvoaçar por aqui. Que possa agarrá-la quem ainda nela acredita. Boa estação nova para todos.
(Imagem tirada daqui)
Vejam esta coisa fantástica que o "31 da Armada" aqui nos oferece, e depois regressem para ler o resto.
Repararam bem? Só há mulheres envolvidas na zaragata. O ensino tem mulheres por todos os lados, de cima abaixo, em quase todos os níveis e lugares de chefia. Não quero ser sexista, mas nunca ninguém pensou que pode residir aí grande parte do descalabro educativo? Nunca ninguém pensou nisso ou já todos pensámos e ainda não tivemos coragem de o dizer? Enquanto não houver no ensino uma maioria de homens inteligentes, maduros, activos, práticos e saudáveis, verdadeiramente empossados do poder de transmitir valores e de avaliar comportamentos com rigor e isenção (coisa de que muitas mulheres são absolutamente incapazes) o ensino nunca sairá do poço profundo em que caiu e onde esbraceja sem conseguir vir à tona.
(Ah, no plano teórico não subscrevo quase nada do que eu próprio acabo de escrever, mas, na prática, reconheço que faz falta um exército de professores matulões, brutos e insensíveis, para escovar os fatos e fazer a ficha dos vândalos e delinquentes que por cá grassam em total liberdade. E daqui não me demovem nem um milímetro. Já cedi o bastante, em nome do politicamente correcto... :))
(Imagem tirada daqui)
Cada vez encontro mais professores acima dos 60 anos que possuem um contador de tempo decrescente nos seus Google desktops, a lembrar-lhes quantos meses e dias faltam para a reforma. Quais soldados rasos em regime militar obrigatório ou prisioneiros ansiosos da liberdade, todos os dias, com uma réstia de esperança serôdia, abatem mais um dia ao tormento das suas magoadas existências.
Situações destas, cada vez mais comuns, só se compreendem quando o mal-estar é tão imenso e o sofrimento e amargura tão insuportáveis, que assim se anseia pela reforma, ainda que entrevendo nela a antecâmara do fim…
(Imagem tirada daqui) Estúdio Raposa é um audioblog de Luís Gaspar, um sítio de altíssima qualidade, onde se diz poesia e se pode ouvir integralmente um livro, na rubrica audiobook. Há muito tempo que o tenho apontado na sidebar, mas desejo, desta vez, dar-lhe maior visibilidade.
(Imagem do cabeçalho do blog)
“Obtain the degree you deserve, based on your present knowledge and life experience. Obtain degrees from prestigious non ac Universities based on your life experience. A prosperous future, money earning power, and the Admiration of all.
WHAT A GREAT IDEA!
We provide a concept that will allow anyone with sufficient work experience to obtain a fully verifiable University Degree.
Bachelors, Masters or even a Doctorate.
Think of it, within four to six weeks, you too could be a college graduate."
Pois! É a tão proclamada Universidade da Vida. No entanto, é necessário credenciar a sabedoria que a vida nos oferece. Sem um canudo, as pessoas experientes sabem, mas não sabem que sabem…
(Imagem tirada daqui)
Paulo Carvalho não esperava tantos comentários maledicentes, no seu blog, de ambos os quadrantes, despoletados pela sua carta aberta a Emídio Rangel. Vai daí, incomodado pela insanidade lexical de alguns dos leitores, fechou a porta aos comentários.
Compreendo-o, Paulo. Peixeiradas, não!
José Sócrates fala tão bem castelhano como inglês. Daniel Oliveira mostra-nos aqui uma análise feita por uma professora de castelhano à conversa telefónica entre o Primeiro Sócrates e o Primeiro Zapatero, constante de um programa publicitário sobre a vida privada do líder socialista português. Muitos erros, mas nada de maior. Nada que Zapatero não fizesse se se aventurasse a falar português. Esta situação nada tem de anormal e, quanto a mim, é absolutamente pacífica, ao ponto de nem sequer entender a razão por que a blogosfera tanto malhou no Primeiro Ministro. Sócrates não tem que saber falar castelhano. De certo modo, ficou-lhe até muito bem tanto pontapé na gramática de nuestros hermanos.
Porém, não foi possível tal comunicação! Não por via dos inúmeros erros de Sócrates, quer lexicais quer sintácticos, mas simplesmente porque não é credível que houvesse Zapatero algum do outro lado do “fio”, no momento em que Sócrates "posava" para um programa de desagravo, na tentativa de relançar uma imagem simpática, já incluída no processo de pre-campanha. Foi tudo pura encenação, evidentemente.
(Cá para mim, o telemóvel do Primeiro Sócrates nem sequer tinha saldo. A menos que a chamada de parabéns fosse a pagar no destinatário, o que seria, sem dúvida, um raro e imprevisível acto de requintada inteligência.)
(Imagem tirada daqui)E tudo porque os une o que sabem não querer, mas os afasta o que ignoram desejar…
É urgente pensar melhor a escola. É urgente aproveitar isto e pensá-la já, toda, seriamente, sem remoques nem pruridos, sem manhas nem rodriguinhos, sem açaimos nem grilhetas, sem hesitações nem adiamentos.
(Para vencer arrogantes mediocridades e proclamar um tempo novo.)
(Imagem tirada daqui)
Por mais que a Ministra da Educação se apresente com aquele ar seráfico de estar permanentemente no bom caminho, de não ser beliscada nas suas convicções nem mesmo por uma avalancha desmedida como a de ontem, ela está, intimamente, a fazer contas aos seus dias na cadeira do poder. Parece que a dama de ferro portuguesa começa a enferrujar.
O problema dela alastra, entretanto, ao Primeiro Ministro e vai acabar por envolver cada executivo e cada professor em cada escola portuguesa. A desobediência civil, no que exclusivamente respeitar ao prosseguimento das tarefas de avaliação dos docentes, poderá ser o caminho a seguir, talvez o único possível na actual conjuntura. Um dos cenários viáveis poderá muito bem ser este: Sua Exª finca pé e permanece; os professores ouvi-la-ão falar do seu menino de ouro, mas não sujarão as mãos para a ajudar a pari-lo…
(Imagem tirada daqui)
Os homens podem muito bem ter ido à escola por sua conta e risco. Foram dar um passeio, está visto. Qualquer um pode entrar na escola, pois o porteiro, normalmente, anda a cortar a relva ou está, simplesmente, a dormir na baiuca. Daí que os dois guardas (não sei se, no caso, eram dois, mas costumam ser) foram até lá e, numa amena cavaqueira com o pessoal da direcção, acabaram por perguntar quantos iam, quantos não iam, quantos ficavam, enfim, natural curiosidade de quem já saiu da escola há uns tempos e tem algumas saudades… Nada de mais! Está-se bem nos gabinetes dos nossos executivos. São quentinhos (os gabinetes) e bem decorados (os executivos). Qualquer um gosta de ir até lá dar um bordo. Não há razão para todo esse alarido. Tempestade num copo de água é o que é. Já não se pode ver uma indiscrição lavada a um pobre? Que país de invejosos e desconfiados…
(Imagem tirada daqui)
Maria Eulina Pessoa de Carvalho, da Universidade Federal de Paraíba, escreve aqui sobre "Modos de Educação, Género e Relações Escola-Família". Trata-se, de facto, de um texto que pode lançar um pouco de luz sobre as colaborações e colisões das duas instituições educacionais.