20 de janeiro de 2008

a grande decepção do fim-de-semana...

carneiros

Tenho que partilhar convosco a grande decepção do fim de semana. Um tipo qualquer entra-me pelo mail adentro e declara que a avaliação dos professores é, pura e simplesmente, impossível, à luz de um qualquer decreto-lei que ele refere, mas que eu desconheço por inteiro. Isto não se faz, caramba! Logo agora que eu já tinha começado a criar carneiros…

 

(Imagem retirada daqui)

19 de janeiro de 2008

Dormindo com o “inimigo” (2)

Vou tomar a liberdade, se me permitirem, de, pela primeira vez, repetir um post já antigo do “Tralapraki”. Esse post volta a fazer algum sentido, servindo até de exegese ao documento que aqui insiro.
“A instituição escolar não pode passar a vida a queixar-se de que a outra instituição (a familiar) não está a cumprir a sua quota-parte na educação dos jovens. Todos sabemos que, no momento estranho que vivemos, essa ausência e omissão dos pais é um fenómeno recorrente e consumado, se observado através da janela das generalidades. Estas duas instituições, embora teoricamente irmanadas no projecto educativo dos jovens, colidem mais vezes do que pactuam, obstruem-se mais do que se harmonizam, contendem mais do que cooperam na materialização dos fins últimos da educação. A imisção destas duas instituições pode conduzir, no limite, a um verdadeiro caos educativo, que tem vindo a alastrar na razão directa da intimidade do seu namoro...”

In Tralapraki, 04 04 07.

Ontem hoje e amanhã...

maltez

“Estamos no ensino como no governo da nação: salvo raras excepções, os governantes pouco se importam com os governados; mal os conhecem, tiranizam-nos, a cada passo; reciprocamente, os governados não respeitam nem estimam quase nunca os governantes, e ao despotismo de cima respondem a má vontade e a rebelião de baixo... Corrupção e opressão - eis o sistema que, insistentemente, por toda a parte, intenta reger-nos. De aí o abatimento do ensino e da nação.”

Bernardino Machado, em 1903

Trazido por José Adelino Maltez in Sobre o Tempo que Passa

Como ganhar muito dinheiro sem fazer nada

Como se vê pelo documento abaixo (clique sobre o thumbnail para abrir e permitir a leitura), o único modo de que um professor dispõe para conseguir um aumento substancial no seu limitado vencimento é passar a desenvolver um péssimo trabalho, ou seja, não fazer rigorosamente nada do que é suposto e necessário fazer nesta profissão: não leccionar, não ensinar, não avaliar nem permitir ser avaliado, passar a faltar desalmadamente, não receber encarregados de educação, não assistir a uma única reunião nem frequentar acções de formação, não escrever actas nem relatórios, mandar à fava os planos de recuperação e de acompanhamento, e as aulas de substituição e as de apoio pedagógico acrescido e as actividades de compensação educativa e as tutorias. Se ele fizer isto durante um ano, isto é, se não fizer a ponta de um corno, deverá ganhar 1500 euros. Mas irá ter a alegria de ver que, no próximo ano, como prémio da sua total ociosidade e inépcia, passará a receber 20.000 euros mensais. É limpinho!

(Imagem superior tirada daqui)

NOTA: Este texto (tal como muitos outros aqui publicados) é ficcional e não cumpre critérios jornalísticos, pelo que pode estar construído sobre eventuais falsidades que não foram desmontadas. Ele cumpre apenas o inalienável direito à repulsa, se verificadas as autenticidades do documento ora exposto e da notícia que, segundo o mesmo, terá circulado na comunicação social.

18 de janeiro de 2008

Solidariedade columbófila

pombos

Dois reformados estão sentados num banco de jardim. À sua frente, um bando de pombos atira-lhes migalhas de pão...

 

 

(Imagem retirada daqui)

O ditado

(Imagem retirada daqui)
Uma sala de uma escola secundária, com uma turma do sétimo ano, isto é, uma gaiola ordinária pejada de passaredo tolo. Poupas à frente, meneando as cabeças no ar, cucos ao fundo, tentando escapar à aula. Todos chilreando e tagarelando as últimas novidades dos Morangos. O professor trouxe uma resma de ditados em língua estrangeira, feitos na aula anterior. Dois segundos de apreensão nos poleiros. O professor, deprimido e alquebrado pela derrocada monstruosa dos resultados, escancarou a estatística no quadro:

Muito Bom (0 a 10 erros) - 0 alunos
Bom (11 a 20 erros) - 0 alunos
Suf. (21 a 30 erros) - 0 alunos
Insuf. (31 a 40 erros) - 0 alunos
Mau (41 ou mais erros) - 26 alunos

E logo o guincho de uma ave rara, chamada Pedro, soando estrepitante do fundo da sala:
- Ganhámos!

17 de janeiro de 2008

na minha aldeia...

- Quem é aquele rapazote?
- É o filho do João do Zé da Paula. O Toino.
- Ah, é o Toino do João do Zé da Paula?
- É.
- Bem que me queria parecer. É a tromba do pai implangadinha!

16 de janeiro de 2008

canhoto até mais não...

bússola Sou, declaradamente, um aprendente oficioso.

Presto culto ao informal e ao desorganizado. Abomino os aprenderes hierarquizados, oficiais, metodizados, sistémicos.

É nas conversas avulso que me encontro e que respiro. É na atenção que presto a quem sabe que me valorizo. Foi na leitura de livres-pensadores que me realizei. 

Aprendi sempre alguma coisa relevante e bela com os autores não programáticos, com os filmes underground, com os livros proibidos, com os programas de televisão massivamente desacreditados.

Raramente sabichões enfatuados e fariseus regulamentares se dignaram ter comigo a paciência e a clareza necessárias para que com eles aprendesse alguma coisa de absolutamente estimável. 

(Não deixa de ser curioso e creio dever retomar esta matéria num momento ulterior...)

(Imagem retirada daqui)

12 de janeiro de 2008

I'm so sorry, I am.

sorryA Internet, através da facilidade com que o Google nos oferece as imagens de que precisamos para ilustrar os nossos posts, induz-nos frequentemente a utilizar imagens sem referir as suas origens. O "tralapraki" não está isento deste pecadilho, tendo vindo a incluir, alegre e descontraidamente, fotos que encontrou à mão de semear naquele motor de busca.

Sendo assim, e embora tardiamente, fica aqui o pedido de desculpas a todos aqueles que eventualmente se tenham sentido prejudicados por este abuso. Prometo, de ora avante, utilizar materiais exclusivamente meus, ou, nos casos em que isso se manifeste inteiramente impossível ou incómodo, mencionar, pelo menos, a proveniência dos mesmos.

(Foto retirada daqui)

promocaonovo2mariaflores2

 

 

 

 

 

 

Ele sorriu sem uma palavra quando me encarou mas cortei a direito o silêncio que não era hora para longos planos à Manoel de Oliveira e confessei que me sentia como a REN, já que a bem da saúde de todos era urgente enterrar as linhas de alta tensão e nem lhe facturava isso.”

Literatura erótica com humor, para ler aqui, no Chez 0.3...

11 de janeiro de 2008

fico chateado, pois claro que fico chateado...

gatos2Acabei agora de ouvir na rádio que  um publictário de nome António Moreira registou a marca "Alcochete Jamé". Que cara de pau! Será que esse gajo não sabe que a ideia foi dos Gatos Fedorentos?