Deus, o senhor das esferas, o construtor do universo, vive na terceira espiral da Via Láctea, no número 17, 3º traseiras/sul. É ali que mantém, ainda hoje, a sua oficina. Foi nela que construiu o Universo inteiro, paulatinamente, em sete dias. Construiu o Universo infinito e veio morar na nossa galáxia, o que não deixa de ser reconfortante. O caso sugere que vivemos todos na melhor parte do Universo, pois que a mais patente evidência da qualidade de construção de um prédio é o facto de o seu construtor guardar para si um apartamento no condomínio.5 de dezembro de 2007
Teodisseia de Betesga
Deus, o senhor das esferas, o construtor do universo, vive na terceira espiral da Via Láctea, no número 17, 3º traseiras/sul. É ali que mantém, ainda hoje, a sua oficina. Foi nela que construiu o Universo inteiro, paulatinamente, em sete dias. Construiu o Universo infinito e veio morar na nossa galáxia, o que não deixa de ser reconfortante. O caso sugere que vivemos todos na melhor parte do Universo, pois que a mais patente evidência da qualidade de construção de um prédio é o facto de o seu construtor guardar para si um apartamento no condomínio.3 de dezembro de 2007
Hugo Chávez quase Fidel...
Hugo perdeu o referendo. Mas, se atentarmos nos números, 50.7 por cento é muito pouco para dizer que não se quer perpetuar alguém no poder. E Hugo sabe bem disso e já o deixou antever, no meio do seu discurso constrito (disse constrito e não contrito)…Hugo é apoiado por largos sectores do Lumpenproletariat venezuelano, os que gostaram das camisetas e das esferográficas, dos bonés e das bandeiras vermelhas, mas que também obtiveram o melhor salário mínimo da América Latina, o que faz dele um homem bem intencionado, malgré tout. Mas não só! Chávez também conta com o apoio de um sector importante das pequena e média burguesias (proletarizadas nos últimos anos) e uma não despicienda fatia de intelectuais progressistas que sonham com um novo paradigma social e económico para o seu país e para o mundo, uma outra globalização que possa travar a que ora se agiganta por todo o lado.
Chávez pode não ser um político muito sério, mas será sempre um caso muito sério. Muito bom ou muito mau, conforme os gostos…
O "Tralapraki" feito pelos seus leitores
Dos estudos copiados da Internet (ou outras fontes) à realidade – o AlcoolismoEstudos, palestras, debates, medidas de prevenção…
Há décadas que se fazem…
Muitos estudiosos continuam a esquecer-se de que o grande responsável já não é o vinho – são os “shots”.
Será que se esquecem de olhar também a realidade à sua volta?!
Os “shots” que os jovens ingerem às dezenas e que, muitas vezes, basta apenas um para produzir o “apagão” e deixá-los em coma…
Perguntem a um jovem de 15 anos se o “shot” é alcoólico. Que não! - é uma resposta frequente.
Os adolescentes não distinguem entre o doce dos licores e o disfarce da coca-cola, o alto teor alcoólico de tal bebida. Combate-se o vinho e a aguardente e populariza-se a “tequilla”, o absinto,…
Há que atribuir aos “shots” a responsabilidade do alcoolismo dos nossos jovens.
No entanto os “shots” aparecem na TV e noutros media como inofensivos, muito “fashion”, associados a uma imagem muito “cool”…
Combate ao alcoolismo?! À Droga?! Porquê tanta hipocrisia?!
Há um incentivo notório por parte de muitos responsáveis!...
Existe a promoção da vida nocturna! E a protecção a todos os empresários da noite!
E então criam-se horários para que todos os sectores extraiam benefícios quando os jovens querem sair e divertir-se.
1º - os restaurantes;
2º - os bares (onde os jovens, depois de terem jantado, aguardam pela abertura de uma pista de dança – e aproveitam para irem “aquecendo”).
Por fim, o mais tarde possível, abrem as pistas nas discotecas onde os mais incautos (porque os mais experientes provavelmente já terão dormido um primeiro sono) terão que consumir ”ecstasy” ou outra droga para aguentar a “pedalada” e poder mostrar aos demais que “estão ali para as curvas”…
Quem está interessado na manutenção desta situação? … Ninguém?!...
Então porque proliferam bares e discotecas todos os dias, sem qualquer controlo?...
Alguém está interessado em que os jovens trabalhem e descansem durante a semana???
Que adquiram estilos de vida saudáveis e preservem a saúde?
É com os programas que têm desenvolvido de combate ao alcoolismo e à toxicodependência que pretendem alcançar esse objectivo?
Ou existe antes uma rede de interesses interligados em que todos lucram?
Restauração - bares - discotecas - redes de tráfico de droga - equipas de prevenção - equipas de tratamento ???...
Adelaide Baptista
1 de dezembro de 2007
Coisas giras por Email
Faço projectos, planos, planificações;Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões; Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;E reuniões e reuniões e mais reuniões!...
E depois ouço
alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores,observadores, secretários de estado, a ministra e, como se não bastasse, outros professores... e a ministra!...
Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo coisas curriculares, disciplinares, departamentais, educativas, pedagógicas, comportamentais,
da comunidade, de grupo, de turma, individuais, particulares, sigilosas, públicas, gerais, internas, externas, locais, nacionais, anuais, mensais, semanais, diárias.
E ainda querem que eu dê aulas!?...
(Anónimo. Enviado por Fátima Mendes)
25 de novembro de 2007
Nossa Senhora e a Cunha
Terminaram as comemorações dos 90 anos das aparições de Fátima. O blog é o melhor lugar para fazer um comentário sobre aquilo de que nada se sabe. Por isso, vou aqui deixar a minha opinião sobre Fátima. Tenham calma, não vou apresentar uma tese a favor ou contra o que quer que seja. Pertenço ao grupo bronco dos agnósticos, só que eu sou um agnóstico no sentido mais elementar do termo, isto é, sou um perfeito boçal em relação às coisas da doutrina. Vou apenas cingir-me a uma mensagem que Nossa Senhora proferiu, aquando da sua aparição de Agosto. N.S. pediu aos pastorinhos que rezassem muito pela alma dos pecadores. Sem as suas (deles, pastorinhos) orações, os pecadores (que já nesse tempo eram aos milhares) iriam certamente esturricar-se no fogo do Inferno. Se, porém, rezassem copiosamente, os pastorinhos poderiam libertar muitas almas daquele inoportuno churrasco.Estão a ver? Nossa Senhora, provavelmente sem querer, acabara de introduzir a cunha e o compadrio na própria administração divina. Das suas palavras infere-se, facilmente, que, para nos livrarmos do fogo do Inferno, não é necessário sermos justos, mas termos um amigo que o seja. Qualquer indivíduo pode continuar com a sua vidinha de devassidão e malvadez, desde que possua um ou dois amigos crentes, virtuosos e tementes que resolvam interceder por ele e recomendá-lo às altas esferas do poder divino.
Et voilà…
23 de novembro de 2007
Violência Doméstica
Neste preciso momento, discute-se a violência doméstica numa estação de rádio. Eu, que sou o homem mais brando que se possa conceber, enfim, um verdadeiro banana, também já tive vontade de bater em mulheres (e não só nas que me couberam em sorte), tanta quanta já tive de bater em homens, sobretudo se são mais inteligentes, ricos, poderosos, belos e saudáveis do que eu.Porém, bater numa mulher é mais um acto da irredutível estupidez do género masculino. Vão-me agora dizer que também há mulheres que batem nos homens? Eu sei. Já apanhei delas muito mais do que de outros homens, e sem nunca chegar a entender a razão por que o fizeram. (E estou terrivelmente intrigado por elas já não o fazerem).
Mas essas pujantes e vetustas madonas que batem nos homens não se devem levar a sério. Elas fazem-no com a mesma distraída displicência com que sacodem os tapetes na sacada. Muitas delas nem se apercebem verdadeiramente da diferença.
Mulher é muito mais laboriosa nos actos e nos objectivos, quando se trata de aporrinhar um marido. Com esse intento, utilizam, geralmente, doses de cianeto um pouco além das recomendadas, ou espetam alfinetes nos seus vudus, laboriosa e penelopemente executados. Embora a segunda estratégia possa falhar, a primeira apresenta elevadas probabilidades de dar certo…
Já o homem, não. Irracional e embrutecido, mal lhe dá para desarrincar um plano de qualidade sofrível. O supra-sumo da inteligência a que um homem já se guindou, nesta questão de maltratar a legítima, foi bater-lhe sempre fora de casa. Pelo menos este acto não poderia nunca ser considerado violência "doméstica". (Não compreendo o facto de o juiz, um homem tão culto, não ter entendido a piada. Devia estar, certamente, mal disposto com a notícia de vir a ser funcionário público)
...
[Ah, e já chega de me dizerem que a imagem não tem nada a ver com o texto. Mania…]
Teatro blogosférico
(Apanhados na Rede)
[17:03:02] j.m. diz :
Acho que vamos ter falta à sessão de informação sobre avaliação do desempenho…
[17:03:44] R.C. diz :
Tu que dizes?!!!
[17:07:27] j.m. diz :
Estão-me a pedir para ir lá assinar o papel.
[17:07:43] R.C. diz :
Qual papel???!!!!
[17:08:04] j.m. diz :
O papel das presenças.
[17:08:22] R.C. diz :
Estão a marcar faltas, é?
[17:08:43] j.m. diz :
É, deve ser isso.
[17:09:17] R.C. diz :
Estou em casa a trabalhar prá escola. Se me marcam aí falta, paro já!!!
[17:10:30] j.m. diz :
Pois, eu não quero ser chato, mas a F. M. acabou de me dizer que há lá uma folha de presenças.
[17:11:04] R.C. diz :
O que não quer dizer que marquem falta... Se a folha fosse de faltas, podíamos ter falta... mas como é de presenças, não há-de haver azar.
[17:11:10] R.C. diz :
Pois... eu tb penso assim. Os que assinarem têm uma presença e os outros não...
[17:11:20] R.C. diz :
Tal e qual!
[17:11:25] j.m. diz :
Mas olha lá! Será que não ter presença não vai equivaler a ter uma falta?!
[17:11:50] R.C. diz :
Nada disso. Presença é uma coisa, falta é outra, porra!!
[17:12:04] j.m. diz :
Tb penso assim... Mas, se não é para distinguir os que foram daqueles que não foram, para que raio têm lá um papel de presenças?
[17:12:10] R.C. diz :
Para se saber quem lá esteve e não quem faltou, ora essa…
[17:13:04] j.m. diz :
E como se distingue um tipo que esteve lá de um que não esteve, a não ser pela falta?
[17:13:18] R.C. diz :
És burro ou quê? Distingue-se pela presença, é claro.
[17:14:03] R.C. diz :
Ainda aí estás ou já foste assinar o papel?
[17:14:17] j.m. diz :
Mas qual papel? O das faltas ou o das presenças?
[17:15:01] R.C. diz :
O das presenças, meu pequeno lorpa.
[17:15:20] j.m. diz :
Eu faltei, não posso assinar o papel das presenças.
[17:15:40] R.C. diz :
Assina o das faltas, porra!
[17:16:00] j.m. diz :
Se eu assinar o papel das faltas, posso ter falta, ora.
[17:16:12] R.C. diz :
Olha lá, meu parvo! Tu não estiveste na Escola até às quatro horas?!
[17:16:55] j.m. diz :
Estive. Ainda estou. Estou aqui no Ninho das Víboras...
[17:17:10] R.C. diz :
Então, assina só meia assinatura. Mas assina.
[17:17:58] j.m. diz :
Ah é? E depois? Vou ter meia falta, não?
[17:18:50] R.C. diz :
Pois, mas também ficas com meia presença. Não se pode ter tudo. Isto não é o da Joana…
(cai a ligação, muito confusa)
20 de novembro de 2007
arrepiantes sensações de quase muda perseguição...
… ao ouvir rádio, ao ler jornais, revistas ou a blogosfera, e ainda mais se tudo isso for feito com a exacerbada atenção de um quase alucinado ouvinte/leitor, avoluma-se-me a sensação de que alguma coisa terrível se prenuncia para Portugal, para a Europa, para o mundo. Espreita no escuro alguma contingência medonha mas nebulosa, brumosamente ameaçadora, feita de um perigo surdo, impreciso, equívoco, como se fosse um nevoeiro sobre falésias. Uma cerração onde um indivíduo se pode estatelar a qualquer momento, sem saber onde foi que colocou em falso o pé, a mão, o corpo, ou onde lhe escorregou a palavra, o gesto, a opinião, a breve insensatez de um discurso. É como se tudo o que se diz ou escreve adquirisse semióticas demolidoras, como se todas as palavras se tornassem escorregadias, tomassem vida própria e traíssem quem as proferiu no mais íntimo e inocente remanso de um fim de tarde pacificado…
16 de novembro de 2007
Bom dia, João Gobern!
João Gobern, sempre cortando a direito no seu “Pano para Mangas”, falou hoje da blogosfera e anunciou ao mundo o seu desejo íntimo de criar um blog. Racional como sempre, começou por lhe apontar as fraquezas, mas acabou por lhe dar o benefício da dúvida.Venha, João, a blogosfera portuguesa saúda-o e sabe que, consigo, ficará mais rica. Olhe para ela, para as partes boas dela (esquecendo as más, que também por cá pululam) e entregue-lhe os seus textos escorreitos e as suas opiniões conceituadas. Assim, tout court, sem microfone e sem salário. Os que por cá andam há muito, graciosamente (nos dois sentidos), a fazer dela a tribuna que ela hoje é, recebê-lo-ão de braços abertos.
(Viu? Meti-me consigo, num duelo matinal, de sons de xícara de café…)
15 de novembro de 2007
Não direi isto duas vezes...
Por mais que se tente relativizar a questão da avaliação do desempenho (interiorizando o conceito com naturalidade e desdramatizando-o tanto quanto possível), ela está já, mesmo antes de verdadeiramente se instituir, a fazer as suas vítimas no sistema educativo.As primeiras vítimas são os próprios avaliadores, obrigados a esgueirar-se pelos corredores como Groucho Marx, arregalando olhos e espevitando orelhas para que nada lhes escape, no desígnio de serem certeiros e justos (deixem-me acreditar nisto, por favor) no momento do veredicto.
As segundas vítimas são, obviamente, os avaliados, colocados já numa posição de desacreditada subalternia, cujas bocas já se calaram de vez, numa apagada e vil tristeza.
As terceiras vítimas são os alunos. Tendo-se apercebido já de quem são os avaliadores e os avaliados, tratam de utilizar isso de acordo com as suas conveniências, tentando obter alguns dividendos desta curiosa dicotomia (uma interessante novidade nas suas curtas carreiras académicas) e aprendendo (depressa demais) como medir pulsos, como pisar fragilidades, como promover operações de charme e como impregnar-se (cedo demais) deste temeroso deficit de probidade e honradez que grassa por todo o lado. Péssimo presságio.
As restantes vítimas são a camaradagem que havia e não há mais, a solidariedade que um dia quase senti esboçar-se, e hoje não há dela nem um curto esgar, o empenho e a paixão que tantos professores votaram ao seu trabalho dentro e fora das aulas, e que hoje não passa de um arremedo do que já foi, pois não sobra para isso disponibilidade, depois de aquietados os umbigos e garantida a sobrevivência possível em um tal sistema.
Vejo na escola gente que chora por tudo e por nada, mulheres precocemente encanecidas, homens resignados a não sei que fados tristes.
Só a juventude parece ainda apreciar o sol das tardes, rebolando-se pelas escadarias. Mas, se olho mais atentamente, também ela me parece deslizar alegremente para um vórtice inevitável, de cuja existência ninguém lhe ensinou sequer a suspeitar…
14 de novembro de 2007
O Lobby dos titulares (meditando nas ameaças anteriores)
Sr. TitularAlém destas apocalípticas ameaças, que naturalmente ameaçam o seu bem estar físico e mental, aconselhamos uma estratégia de grupo dos elementos da sua casta, para melhor defenderem as mordomias e o poder que vos foi conferido, que vos traz impantes de uma legítima e lurdesiana autoridade.
Esses medíocres têm que saber quem são os mais aptos, os verdadeiros doutores da autocrática pseudo educação, os legítimos senhores da sociedade. É preciso constituir um verdadeiro lobby, que faça leis para fazer cumprir as leis, que mantenha o receio e o terror da sua avaliação, aconselhando o vosso imediato a que não ouça o clamor desses pretensos injustiçados, e assim o vosso bem estar físico e mental ficará certamente resguardado …. Pois lá diz o ditado popular “ Quem tem c … tem medo”
Zé Coimbra (meditando sobre o post anterior)
13 de Novembro de 2007
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