14 de novembro de 2007

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Senhor Titular!
Concorreu ao tal concurso e foi aprovado?
NÃO DESESPERE!!!
Afinal o senhor mostrou ser muito corajoso e ter poucos escrúpulos, o que faz de si um grande vencedor. O senhor é, definitivamente, um TITULAR!!!

Mas não é invulnerável.
Na vida perigosa de hoje, o Senhor não está livre de, em qualquer momento, lhe substituírem por tijolos as rodas do seu automóvel, de lhe deixarem cair uma bigorna nas hastes, de colocarem dois ou três negrões no seu caminho para lhe darem um arraial de mocadas, de o violarem com uma grua ou mesmo de lhe colocarem um enxame de abelhas na almofada.
Livre-se de todas estas tragédias, de um modo fácil, conveniente e intuitivo: avalie bem os seus colegas não titulares, especialmente aqueles que você sempre detestou. Dê-lhes um MUITO BOM e dormirá descansado, pelo menos durante um ano lectivo.
O ambiente escolar agradece.

Companhia de seguros STT, o Sono Tranquilo dos Titulares !!!

Um Excelente, e vida pra frente!

10 de novembro de 2007

Reflexões sobre Reflectores da Educação (1)

Fico sempre muito triste quando professores do ensino secundário de reconhecido mérito não conseguem dizer o que é necessário dizer, o que faz sentido dizer, o que faz falta dizer, quando se referem ao nosso “sistema” educativo e às copiosas reformas que este governo lhe foi debitando num afã quase compulsivo. Fico mais triste ainda quando aqueles meritórios professores o tentam dizer, ou o dizem mesmo, mas de modo primário e simplista, como se os seus prováveis leitores não pudessem entender senão um discurso muito popular, muito básico e até um pouco inapto. Gostaria de poder contar com alguém que, estando dentro do sistema educativo, pudesse ter um discurso tão capaz, honesto, clarividente, sério e veemente como a maioria dos que estão fora dele. (Não teçam expectativas de que possa ser eu a fazê-lo. Nunca fui, não sou nem serei jamais um professor de mérito, e muito menos de mérito reconhecido.)
Apresentarei como exemplo do que fica dito a já célebre “Carta Aberta a Sua Ex.ª o Senhor Presidente da República”, da autoria de um meriteiríssimo professor aqui meu vizinho, que circulou recentemente pelos mails de tudo o que é professor do ensino médio. Não refuto nada do que lá está escrito, pois não é difícil ver ali o verdadeiro retrato duma parte importante daquilo que se passa hoje no sistema educativo. Porém, ainda que aparente ser um homem simples e despretensioso, Sua Ex.ª o Presidente merecia receber uma carta um pouco mais bem escrita e mais radical e insurgente.
Sua Ex.ª e nós.

9 de novembro de 2007

Não faço greve nunca, jamais, em tempo algum…

Lá para o fim do mês vai haver greve geral. No dia da greve não dou aulas. Ficarei em casa, mas não me declararei em greve. Nessa não caio eu, porque, como sabem, tenho dois tijolos burros, um de cada lado dos… etc. etc. etc. … o resto já sabem do post anterior.
Como me obrigam a prever as doenças imprevisíveis, estarei imprevisivelmente doente no dia da greve e esquecer-me-ei de entregar os planos de aula. (A um tipo de quase sessenta anos será admissível um esquecimento desses, visto que já me esqueci algumas vezes das salas onde sistematicamente dou aulas, tendo que recorrer a uma colega mais jovem).
Tentarei conseguir um atestado de médico. Porém, o meu médico não é burro e tem a mania de ser honesto, pelo que não mo passará, a menos que eu esteja realmente incapacitado. Diante destas circunstâncias, e colocado perante a hipótese de uma falta injustificada, aceitarei, contra minha vontade, que essa falta me seja justificada à luz da greve. Mas que fique bem claro, Senhora Ministra, lá greve é que eu não faço nem que me mordam…
(É que essa coisa dos tijolos…)

3 de novembro de 2007

Oh se me creste gente impia...

… rasga meus posts, crê na Senhora Ministra…

…e em Deus pai, todo poderoso, e na teoria geocêntrica e no governo do Partido Socialista e no Senhor Primeiro Ministro José Sócrates, e no bom caminho que os Teóricos da Educação estão a imprimir ao sistema educativo, e no sistema educativo, e no Estatuto do Aluno, e no do Professor, e em todos os que decidem no sistema educativo, pois não podem decidir senão bem… e na teoria geocêntrica, e que seja tudo como Suas Excelências quiserem...
...E não neste velho idiota, ignorante e inculto, cheio de ramela e de preguiça, coberto de hediondas fugas, a quem nasceram ultimamente dois tijolos burros que, postados um de cada lado dos tomates, ameaçam, sabe-se lá por que carga de água, espremê-los.
(Mas ela move-se, lá isso move, o diacho da terra...)

28 de outubro de 2007

coisas giras por e-mail

cabula1

"La Foire aux Cancres" volta a atacar

1) Galileu (1564-1642) foi condenado à morte porque foi o primeiro a fazer a terra andar à volta.

4) O exemplo do Titanic serve para demonstrar a agressividade dos icebergs.

6) A França tem 60 milhões de habitantes, entre os quais muitos animais.

7) A 2ª guerra mundial foi um período de paz e de prosperidade para a Alemanha.

10) Os rios correm sempre no sentido da água.

12) Um quadrado é um rectângulo um pouco mais curto.

16) Uma linha recta torna-se curva quando vira.

17) Um compasso utiliza-se para medir os ângulos do círculo.

18) Uma raiz quadrada é uma raiz com 4 ângulos iguais.

19) Os chineses utilizam as suas bolas para fazer contas.

22) Uma tonelada pesa pelo menos 100 kg se ela for pesada.

25) As bombas atómicas são inofensivas quando servem para fabricar electricidade.

26) Se não se estragassem, as máquinas não seriam humanas.

27) Um relógio divide-se em 12 fusos horários de igual intensidade.

28) Arquimedes foi o primeiro a provar que uma banheira podia flutuar.

30) No cinema mudo, os actores falavam com palavras que escreviam por baixo dos filmes.

32) Um litro de água a 20ºC + Um litro de água a 20ºC = 2 litros de água a 40ºC.

33) Os agricultores, nem sempre foram pessoas coléricas que queimavam pneus e batatas.

35) Victor Hugo escrevia livros para os pobres miseráveis.

37) A gramática não serve para nada porque é muito difícil de perceber.

40) A guerra dos 100 anos durou de 1914 a 1918

41) Uma biblioteca é como um cemitério para os livros velhos.

42) Nero servia-se dos cristãos para fazer lâmpadas, metendo-lhes fogo.cabula

43) A leitura permite ao homem tornar-se míope.

45) A leitura é feita para aqueles que não gostam de escrever.

Enviado por Fátima Mendes

26 de outubro de 2007

Em vez de PC’s, dêem-nos bússolas…

Não consigo entender a coerência de quem dita as leis na Educação. A quem não entende as nuances enigmáticas e as intenções delicadamente obscuras das reformas vigentes resta apenas obedecer cegamente.
E não me custa isso, meus senhores…
Porém, outra perplexidade se me depara: é que a minha obediência de ontem pode ser a insubordinação de hoje, para voltar a ser o acatamento de amanhã. E tudo sem me arredar um milímetro do que sou e faço.
Gostaria de poder ser obediente todos os dias, e não dia sim dia não.
Mas não enxergo como.
Sem bússola que me oriente, receio acabar por receber visitas na retrete e cagar no salão…

20 de outubro de 2007

Segundo o "31 da Armada", um strip-tease no Iraque pacificado.
Soldados americanos assistem, pacatamente, à exibição de uma bailarina. Uma bomba... ou mais...
Para ver aqui!

BE e PC estão piursos...

…mas o homem fez a festa, convidou os amigos, pagou as cervejas e já prometeu a assinatura para Dezembro, catano. Contrariá-lo agora seria como se um adolescente tivesse combinado uma tainada com os amigos e, ao chegar a casa, soubesse que os pais não o vão deixar sair. Seria um rude golpe na auto-estima do jovem, não?
Por isso Sócrates não pode permitir que se faça o referendo, pois corre o risco (mínimo, é certo) de lhe estragarem a festa em Dezembro. Mais seguro é, de facto, apoiar-se na maioria da assembleia...
Vá lá, cambada, deixem lá brilhar o chefe! Não creio que seja por essa extravagância do Tratado que iremos ficar mais F_ _ _ _ _ _ do que já estamos...

Telenovela Portugal

Sorry. Text submitted to inner censorship (in order to avoid outer "scissorship", which could be much more "shearing" for both post and author.

joao de miranda m.

12 de outubro de 2007

existencialíssima intriga

Por que incompreensível razão tenho que dizer que os meus textos não são meus para que os meus amigos os apreciem? Primeiro perguntam se é meu. "Claro que não, eu não seria capaz de escrever isso". Aí lêem e dão sonoras gargalhadas ou dizem "bem apanhada essa"...
Se alguém souber porque isto acontece, faça-me saber. Agradeço, mesmo que isso me deite definitivamente abaixo...

11 de outubro de 2007

"Pois lede agora, senhores,
Uma história de pasmar!
Foi no país dos doutores,
No concurso a titular."


Para ler integralmente, AQUI