27 de julho de 2007

Férias - 2º dia :(

Outro aspecto da Barrinha
Notei que o segundo dia não é como o primeiro. Para quem vive as férias como uma hipótese de salvação, o segundo dia já traz consigo a noção do último. Terrível premonição o segundo dia.
Fiz o cabeçalho do teste. Fiz o almoço (pesquei uns carapaus na arca frigorífica e esculpi um arroz de feijão delicioso). Fiz o resto da fdp da acta. Amanhã entrego por emílio. Para a tarde, fiquei indeciso entre "A Rebelião dos Clones" (Evelyn Lieff) e "Homens de Ciência"(Alessandro Greco), envios de amigos. Optei por dormir.

26 de julho de 2007

O "Tralapraki" feito pelos seus leitores








Reunião com o Chefe
O Chefe chega:- Tenho aqui uns servicinhos e uns carguinhos para distribuir ...quem quer?
- Chefe, eu tenho direito a um cargo, há sete anos que nada me calha e preciso duns pontinhos para subir a titular.
Outro:
- Não, Chefe, o cargo é para mim, esse funcionalista é só de conversa, nunca fez ou preencheu uma grelha na vida e agora quer trepar... Eu até sou o autor da grelha autonómica...
Outro:
- Não, Chefe, eu é que exijo o cargo para mim, nunca afixei nenhuma fotocópia ou recorte de qualquer crítica, e até vou informando o Chefe das coisas que se dizem ou fazem.
O Chefe entra em stress e vai para férias...
Chefe sofre.

Zé Coimbra

Férias :) - 1º dia

Hoje foi o primeiro dia de férias: Levantar às sete, correr para a reunião de distribuição de serviço. Fazer a acta. Almoçar no Luso. Apontar o telelé para a barrinha de Mira para tirar essa foto aí. Escrever um post ridículo.
À noite: começar a elaborar uma prova de exame para Setembro e respectiva matriz, critérios de correcção e grelha.

Praia de Mira - Barrinha

Já estarei atrasado?

Caramba! Tenho quase sessenta anos e ainda não preparei a minha morte.
Preparar a morte deve ser como preparar uma aula de apresentação: há que convencer o Criador de que somos realmente bons e que Ele só tem a ganhar se nos aceitar...
A avaliar pelo tempo que costumo demorar a preparar uma aula de apresentação, a preparação da minha morte vai demorar, pelo menos, um fim-de-semana inteiro…




Imagem tirada daqui

25 de julho de 2007

«A educação moderna cada vez se assemelha mais a uma amnésia institucionalizada. Deixa o espírito da criança vazio do peso das referências vividas. Substitui o saber de cor, que é também um saber do cor(ação), pelo caleidoscópio transitório dos saberes efémeros. Reduz o tempo aos instantes e vai instilando em nós, até enquanto sonhamos, uma amálgama de heterogeneidade e de preguiça.»

George Steiner
Via "A Origem das Espécies".
Direcciono para todo o post de FJV.

Quietinho, Charrua...

A Senhora Dren denunciou e fez muito mal. A Senhora Ministra da Educação decidiu o que decidiu sobre o caso Charrua e fez muito bem. Fez ainda bem ter proferido as palavras sobre direito à liberdade de expressão que proferiu, mas foi excessiva quando manifestou a intenção de demitir a Senhora Dren.
Charrua abusa ao exigir ao estado uma indemnização por perdas e danos. Quanto a mim (que prezo, sobretudo, a dignidade e a moderação), Charrua deve tão-somente exigir a sua reintegração no cargo e o reconhecimento público de que não prevaricou contra o estado, entidade a quem vem agora exigir alvíssaras (que vão acabar, inevitavelmente, por sair do meu pobre e decrépito bolso).
A Senhora Dren deve permanecer no seu cargo, visto que não são públicas quaisquer incompatibilidades para o exercer e não consta que o exerça com alguma espécie inadmissível de incompetência.
Na circunstância de ambos terem que continuar a partilhar o mesmo local de trabalho, será sempre fácil construir um muro de Berlim, uma muralha da China ou um simples tabique pessoal comunicacional, como todos fazemos, de modo razoável, nos nossos locais de trabalho.
Quando é que as nossas figuras mediáticas e os nossos interventores sociais e políticos deixam de ser desmedidos nas atitudes e nos discursos? Ou será que esta tensão emocional em que vivemos está a privar-nos da sobriedade na acção e da competência na aceitação, no entendimento e no perdão?!

24 de julho de 2007

Corrigidos novos erros, entretanto detectados, nos posts situados entre 13 07 07 e 19 07 07. Um obrigado a Eleutério Santos que teve a amabilidade de mos comunicar.

19 de julho de 2007

O "Tralapraki" feito pelos seus leitores

Coitada da banca…

Li há dias uma notícia que dava conta do facto de a banca ter pago em 2006 o dobro dos impostos relativamente ao ano anterior. Que pena que tenho dos nossos banqueiros… Deviam era pagar mais! Não é por acaso que a banca no nosso país é um dos sectores de actividade que mais lucros gera, pudera, num país de tesos… Só sei que pago as comissões, os spreads, os diversos, e tudo o mais que me exigem sem poder respingar. Talvez queiram transformar este país numa nova Suiça: as vacas não faltam, muitas da espécie brasilis, o chocolate também não, muito dele vem de Marrocos e põe os nossos jovens a viajar em 1ª classe, e se acrescentarmos uns bons metros à Torre da Serra da Estrela teremos os Alpes ibéricos.

Henrique Melo

O "Tralapraki" feito pelos seus leitores

Professor em dissonância cognitiva

Que mais poderá acontecer ao intelecto andragonista deste dito professor, quando se vê, como pedagogo, perante um bando de aprendizes, cujos níveis de inteligência, de educação e de interesse são bastante contraditórios mas muito baixos?
A motivação deste pedagogo é muito desconfortável. Daí tentar recorrer a outros métodos ou atitudes, passando a ser um professor em dissonância.

Mas, se a sua dissonância lhe dá para ser reparista, pode encontrar métodos inadequados perante as correntes actuais e espetar um chapadão e um abanão na educação do receptor.
E que acontece? Terá sobre si toda a atenção da “sociedade civil” e escolar e será crucificado e julgado como energúmeno. Felizmente, este docente está a entrar na vertente funcionalista e muda de métodos para atingir os resultados desejados. Certamente deixa que tudo corra, aplica com veemência todas as grelhas (inclusive a da Autonomia, conforme informação do Rogério, só o gato mia, pois auto não mia).
É claro que, no percurso deste Professor, as diferentes fases (andragonista, pedagogo, funcionalista) lhe dão o gabarito e o nível de catedrático…
É preciso muito esforço e paciência para ser… um deles, ou aceite por ela.



Zé Coimbra
"Gajos de Bolsa", para ler aqui.
Um humor... ... diferente (?)

18 de julho de 2007

Procedeu-se, nesta data, a nova correcção de gralhas e erros nos posts mais recentes.