16 de junho de 2007

Concordo com Carlos Magno ("Exercício do Contraditório" Antena 1, ontem, Sexta-feira) em absoluto. AlcochOta é uma boa opção para o aeroporto. E mesmo o Santuário de Fátima, pensando bem, também é outra boa proposta. Não foi lá que aterrou a nossa Senhora?

15 de junho de 2007

As Desastradas Tretas do "Trala"

Ainda a boca de Charrua

Vou ter que escrever outra vez sobre isto, mas faço-o pela última vez, e não adianta pedir.
Estamos a ser governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles é um filho da puta” - dizem que disse o Dr. Charrua.
Mas isto não é nenhum insulto, bolas!... Uma “cambada” é uma enfiada, um colectivo de indivíduos unidos por uma camba (do Celta “camb”, uma peça de uma roda).
Vigaristas” são seguidores de um vigário ou vicário (um venerável pároco).
E como se pode insultar uma cambada? É como insultar uma manada ou uma récua, ou uma vara. [Nunca percebi por que se chama vara (colectivo de porcos) a uma comarca judicial ou parte dela. Isso sim, é deveras injurioso e nunca ninguém se mexeu].
Verdadeiramente, não é possível insultar um colectivo. Um colectivo não é um corpo indivisível, uma só alma, uma só sensibilidade. A besta A da récua poderá sentir-se enxovalhada, mas isso poderá não acontecer relativamente às bestas B e C. Insulto com valor de afronta tem que ser individual. Se eu disser que os portugueses são uma cáfila, ou uma corja (uma corja são vinte, é claro) ou mesmo uma súcia, não estou a incorrer em crime de injúria, ou vitupério, ou ultraje, ou como raio se venha isso a chamar.
Já a lusíssima expressão “Filho da Puta” pode, eventualmente, indicar um descendente de alguém que não tem bem feitas as suas contas com o fisco. A maioria daquelas profissionais não paga irs ou irc e esses encargos poderão vir a recair sobre os respectivos filhos. Esta situação é deveras insultuosa.
Não importa a profissão da mãe, mas evasão fiscal é crime, caramba.
Logo, o que o Professor Arado disse foi, na verdade, isto:
“Estamos a ser governados por um grupo de seguidores de um vigário e o chefe deles é um descendente de uma profissional que poderá, no limite, estar em falta com os seus deveres fiscais."
E, vendo bem, não disse nada pouco, chiça…

As Desastradas Tretas do "Trala"

Época de Transferências

Com a destruição do sistema educativo, a autonomia das escolas e a previsível promiscuidade entre câmaras municipais e estabelecimentos de ensino, estes deixar-se-ão rapidamente invadir pela filosofia dos clubes de futebol.

Não tarda um fósforo apagado que não assistamos a notícias sobre importantes transferências, negociadas entre directores que quererão, compreensivelmente, dotar as suas escolas das melhores equipas pedagógicas, para enriquecer as respectivas SADs.*
O ponta-de-lança de Matemática, Dr. Cateto F. de X., foi comprado pela B.2/3 de Odemira e a António Arroio vendeu o seu médio de Geometria Descritiva.
Com estas transferências nos respectivos planteis, estas duas escolas acreditam poder conquistar uma boa classificação no próximo campeonato lectivo de 2009/2010.

* Como se sabe, a sigla SAD (de qualquer clube ou escola secundária) significa Seasonal Affective Disorder, ou seja, Desordem Afectiva Sazonal, ou seja ainda, a completa loucura colectiva que ocorre em determinadas épocas do ano, como, por exemplo, a época das transferências... ou os momentos em que o Governo resolve tomar medidas sobre Educação.

12 de junho de 2007

Um sapo no farol (é pó, Ema!)

Dia de sol na praia da barra,
Inúmero o som lancinante do sal,
A pino um farol sedento de vaga,
Para sul um futuro de fel e de mal.

Um sapo pachorra subiu ao farol.
Olhou de soslaio o país turístico,
Perdido na bruma de um mal bemol
E findou o poema compondo este dístico:

Lá vai o poema lá vai o país.
Cá fica o farol, já vi o que quis.

(E desceu aborrecido)

Aperta-se o cinto...

... mas alarga-se a banda.
Cintos apertados e bandas largas para todos. A seguir vêm as bandas gástricas. Mas das largas...

1 de junho de 2007

um thriller pouco virtual

Ambíguo e, sobretudo, arrepiante este texto do "31 da Armada".
O “poder da rua”, definitivamente enfraquecido pelo falhanço da greve geral, vai permitir ao governo socialista, em definitivo, fazer as reformas que se impõem, gozando duma oportunidade que seria imperdoável desperdiçar. Isso mesmo. Agora, com o poder da rua moribundo ou definitivamente morto, será finalmente possível destruir todas as pequenas conquistas das massas trabalhadoras (pequenos empecilhos à modernidade e ao desenvolvimento). Agora será possível, definitivamente e sem reserva mental nenhuma, acariciar a barriga dos capitalistas com reformas a favor do grande capital e do liberalismo mais opressor que o governo dos ricos possa forjar. Arrepiante de mais? Definitivo de mais, pelo menos...

31 de maio de 2007

O "Tralapraki" feito pelos seus leitores

(Trazida praki por "aoqueistochegou")

não temos governo
não temos oposição
não temos greve geral
não temos cascas de banana
não temos amigos
não temos educação
não temos saúde

mas temos Sol

mas vamos ter uma OTA
aqui ou ali, não importa.

saia uma OTA bem passada para alguns


Pensamentos do "tralista" ZÉ COIMBRA

25 de maio de 2007

bananas

São boas tácticas estas: um qualquer ministro, ou mesmo o Dr. Sócrates, diz uma pequena bacorada sem importância, como quem atira uma casca de banana às oposições. Estas, para mostrar serviço, começam, logo de madrugada, (esta gente dorme pouco) a desancar alarvemente nesse ministro, ou no Primeiro, mostrando em que grau de imbecilidade permanece a oposição em Portugal, visto que elege quase sempre, como bandeira de luta, o fait-divers errado (ou a casca de banana certa). Depois o Governo vai arrecadando os dividendos, calma e descontraidamente.
Com oposicionistas deste jaez, nem é necessário mudar de fruta. Basta banana nanica.

perguntas de um aprendiz de política


Os que defendem a Ota na Ota, defendem-na porquê?
Os que se opõem à Ota na Ota, opõem-se porquê?
Os que querem a Ota na Margem Sul, querem-na porquê?
Os que não querem nenhuma Ota, não a querem porquê?
Os que querem a Ota em qualquer lado, querem-na porquê?
Os que dizem que querem a Ota, dizem-no porquê?
Os que sabem que querem a Ota, sabem-no porquê?

24 de maio de 2007

Os professores têm, de facto, culpas no desastre do sistema educativo.
Uns têm e outros não.
Os professores são filhos de muitas mães (e avós de muitos netos).
Uns são titulares da culpa e outros não...
(A propósito deste texto irónico inserto no "31 da armada")

Eles explodem como pontes...

ou "Much Ado About Nothing"

Afinal Mário Lino disse o quê de tão grave, para que reclamem a sua cabeça?
Ganda nóia colectiva. Impossível levar a sério os políticos da nacinha*.
Por que será que não acordam, ao menos uma vez, como criaturas normais e razoáveis?
Isto é tudo gente que dorme mal, muito mal, inclusive o Presidente Almeida Santos, talvez por causa do terrorismo dinamitador de pontes...


*Nacinha (no dragoscópio)