13 de maio de 2007

Hoje, no Pedro Rolo Duarte, Medeiros Ferreira (Bicho Carpinteiro)

.“Na blogosfera sou um cidadão diversificado”
.”Eventuais compensações financeiras da blogosfera são para mim um fenómeno opaco."
.”A primeira linha da defesa da liberdade de expressão está na blogosfera, pois ainda não há nela paradigmas.”


Para ouvir aqui no podcast da antena 1

Um troço de Estrada (teatro blogosférico)

(Sobe o pano)
- Quero um troço de estrada, faz favor.
- Com certeza. Quanto?
- Uns dez quilómetros. Sem curvas e a descer. Quero ir visitar a minha tia Faustina que mora lá em baixo no vale.
- Deseja sinais de trânsito?
- Não muitos. Uns outdoors e alguns cruzamentos com estrada sem prioridade. Estou com um bocado de pressa.
- Muito bem. Deseja material de qualidade ou pode ter buracos?
- Qual a diferença de preço?
- Bom, assim em bom, custa-lhe 600$00 por quilómetro, sem contar com a sinalização horizontal. Com sinalização horizontal, custa mais três por cento. Se for um troço de segunda, posso fazer-lhe 450
- Está tudo pela hora da morte. Uma pessoa não pode ir a lado nenhum. Dê-me então dessa mais fraca, sem sinalização horizontal e sem polícias de trânsito. Mas ponha uma tasca aí ao quilómetro 6 ou 7.
- Olhe, nem de propósito. Tenho aqui um troço de um IP que alguém construiu e depois não encontrou onde o pôr. Está como novo e tem uma estação de serviço ao quilómetro 5, com duas ucranianas e uma moldava a servir água tónica e cerveja.
- Óptimo, levo esse...
- Temos agora uma promoção: umas garotas seminuas que empunham uns sinais de trânsito com limites de velocidade. São só mais 5 por cento.
- Não, isso vai-me atrasar muito.
- Muito bem. Deseja que embrulhe?
- Não, estou com muita pressa... é para usar já.
- Certíssimo. Onde deseja que o ponha?
- Em frente do pára-brisas, está claro...

"Pão Comanteiga" (adaptado - não resisti à tentação de estragar um pouco o texto original)

12 de maio de 2007

"Dragoscópio" encadernou-se...


Chama-se "À Queima-Roupa" e é o novo livro de César Augusto Dragão. Parabéns.



"Além do mais, se bem estou recordado e a memória não me falha, não contraí matrimónio com a Verdade, em modo ou tempo algum, o que, se por um lado me veda o acesso às ufanias de quem com ela partilha diariamente o tálamo, por outro, isenta-me das ilusões e do peso das rendilhadas armações de hastes fatalmente inerentes a tão fantástica condição."
César Augusto Dragão

11 de maio de 2007

António Costa para a grande autarquia?

António Costa, não, é óbvio. O homem ia achar-se despromovido. Que repercussões, ao nível psicossomático, poderia haver se ele transitasse de número dois para presidente da junta? Há que ter muito cuidado.
A minha sugestão recai sobre Maria de Lurdes Reis Rodrigues. Eu nunca vou a Lisboa…

As Desastradas Tretas do "Trala"

Ecologia e Orgasmo Feminino
Preocupado com o excessivo consumo de água em terras do Tio Sam, um meritório painel americano de ecologia publicava, há dias, algo no género: (a tradução é minha)
“O chuveiro é um instrumento precioso para tomarmos banho. É para isso que as mulheres o devem usar e não como indutor orgásmico. Esta última função, hoje em dia tão disseminada na sociedade americana, tem provado ser um pavoroso esbanjador do precioso líquido que urge combater, sem esmorecimento."
Ora aí está o que é. Elas é que nos gastam a água (e o resto)...

A propósito do ultraje que é o leque salarial...

Todos sabemos por que os bons lacaios ganham tão bem. Ganhar bem raramente depende de uma competente prestação de serviços às comunidades, vista a coisa assim de um modo abstracto e inerte. Os grandes lacaios dos sistemas ganham bem porque servem bem. Dão lucros, quer trabalhando desunhadamente em benefício dos superestruturais sistemas, quer obrigando zelosamente os outros a trabalhar. Os sistemas podem pagar regiamente a quem regiamente os serve.
Fica assim justificado, ao abrigo do pensamento e da moral (que não ética) burgueses, o chorudo provento dos lacaios de primeira classe.
O sistema capitalista, patrão de todos os trintanários, desde os de libré até aos de ganga, paga-lhes de acordo com o grau de eficiência que possuem na perseguição de um único objectivo querido do capital: multiplicar-se rapida e copiosamente.



9 de maio de 2007

Prateleira Anacrónica

“À Pétrograd, une foule portant des drapeaux rouges prit Trotsky à la descente du train et le porta sur ses épaules. Trotsky se mit aussitôt à haranguer cette foule, il l’appela à faire une nouvelle rèvolution.”
(Últimas linhas deste primeiro volume sobre Trotsky, de Isaac Deutscher)

Não. Não foi com um picador de gelo (opinião sustentada em alguma historiografia burguesa) que Leon Trotsky foi vindimado. Foi com um certeiro golpe de piolet que o profeta armado da quarta internacional foi definitivamente calado, em 20 de Agosto de 1940. Escreveu "A Revolução Permanente", um dos mais relevantes volumes sobre a questão do poder na revolução de 17, livro que muitos acham (de modo irritantemente jocoso) ter sido escrito depois de o autor ter experimentado o golpe mortal do piolet de Stalin.
Eu creio, ainda assim, que foi antes.
Superstições...

6 de maio de 2007

Madeira, ame-a ou deixe-a...

Mais aclamado que Fulgêncio Batista. Mais absoluto que Emílio Médici. Mais veterano que Omar Bongo. Mais divertido que Groucho Marx. Mais entranhado que nódoa de vinho.
Não consigo deixar de simpatizar com ele, mas não sei porque isso me acontece, visto que há muito tempo deixei de beber.
Ganhou de novo e vai ficar na Madeira por mais trinta anos, para animar as nossas áridas existências.
Desejo-lhe longa vida. Todos os cómicos deviam viver para sempre…
Hoje, na rubrica dominical de Pedro Rolo Duarte, Daniel Oliveira (“Arrastão”) pronunciou-se contra todas as tentativas de controle da blogosfera e defendeu alguma profissionalização deste meio, de modo a criar alternativas aos media tradicionais.
Rolo Duarte: "Os blogs da direita parecem-me mais ágeis e interessantes que os da esquerda."
Daniel Oliveira: "Os blogs de esquerda estão mais chatos que os da direita, porque a esquerda sente-se derrotada. A derrota é, de facto, muito pouco sexy". (Quase sic).
Vale a pena ouvir, aqui no podcast da Antena 1

5 de maio de 2007

Carta aberta de Por Enquanto a um ministro virtual

Sabe, Senhor Ministro, eu não queria parecer pessimista, tanto mais que todas as Vossas Excelências têm vindo a alardear que o pessimismo encolhe e embota o desenvolvimento da bolsa e o desenvolvimento da bolsa é que é o grande desarrincanço das economias. Sei disso muito bem e não quero, de modo nenhum, parecer um estorvo ao desenvolvimento do paísito a que Vossas Excelências e eu, por enquanto, pertencemos. Não quero parecer pessimista, e também gostaria de o não ser, esforçando-me todos os dias para contrariar essa tendência, mas olho diariamente para esses destroços ambulantes que são os portuguesitos do seu/nosso (por enquanto) paísito e não posso deixar de ficar assustado.
Sabe, Senhor Ministro, eu não queria parecer assustadiço, tanto mais que as Vossas Excelências Todas têm vindo a alardear que o medo, o temor, o cagaço e o pânico encolhem e desbotam o desenvolvimento da bolsa, etc, etc, etc.
Mas olho diariamente para essas ruínas errantes que são os portuguesitos da sua/nossa (por enquanto) patriazita, e não posso deixar de ficar amargurado.
Sabe, Senhor Ministro, eu não queria parecer amargurado, etc, etc, etc.
De Vossas Excelências Todas,
Inquieto, vulnerável e (cada vez mais) obrigado,
Subscrevo-me atenciosamente,



28 de abril de 2007

no "arrastão"

Batendo, durante sete dias seguidos, em Maria João F., que, no entanto, se aguentou à bronca com muita dignidade. Tudo a propósito de um cartaz com rabo feminino que a CGTP moralistamente criticou.
Está tudo aqui, no "Arrastão" de Daniel Oliveira
(Tratando-se de um conjunto de comments, o texto deve, obviamente, ler-se de baixo para cima)




O cartaz do Crazy Horse
de que tanto se falou
durante a segunda semana
de Abril, de 2007