Afinal ficam para o próximo post.
19 de abril de 2007
17 de abril de 2007
13 de abril de 2007
pulgas, carraças e frontline...
Já se desconfiava. Não adiantou grande coisa aquela prostração diante da Maria Flor Pedroso. Estamos em tempo de carraças e elas não vão largar, assim de ânimo leve, a orelha do Primeiro. Hão-de continuar a morder e a banquetear-se com o sangue da vítima, até que o Inverno as venha exterminar.Se me ficou uma pulga atrás da orelha em relação ao carácter de Sócrates? Claro que ficou. Mas, na verdade, eu tenho atrás da minha orelha dez milhões e meio de pulgas, cada uma correspondendo ao carácter de um português, pertencendo uma delas, obviamente, ao meu próprio carácter. E quem achar que não tem uma pulga atrás da orelha sobre o seu próprio carácter não deve ter inspeccionado bem aquela parte da dita.
Aconselho ao Primeiro-ministro se muna de Frontline. É mentira que mantenha o pelo isento de parasitas durante três meses. Trata-se de manifesto exagero publicitário. Mas a sua acção dura, pelo menos, uma semanita, isso eu garanto. No Pipoca durou…
Na quarta-feira passada houve mais um simulacro de incêndio na Escola. Alguns Alunos não levaram a sério os procedimentos aplicáveis nestes casos, tresmalharam-se, e um deles quebrou, desastradamente, um vidro. Quando lhe apresentaram a factura o Aluno insurgiu-se:- Isto é um roubo! 35 euros por um vidreco destes?! Na minha escola do ano passado parti dois bem maiores e não paguei tanto…
11 de abril de 2007
Passou!
Quanto a mim, Sócrates teve positiva alta. Mostrou que tinha estudado a lição. Manteve o sorriso na primeira parte, durante as perguntas dedicadas à bronca, como se a bronca nem ao de leve tivesse tocado as suas convicções.Dezoito valores.
Guardou o seu ar mais circunspecto e um mais visível franzir de testa para a segunda parte (OTA, mobilidade, desemprego, deficit, impostos, segurança social, crescimento, etc.), como que a dizer “estes, sim, são os verdadeiros problemas que preocupam o executivo”.
Mais dezoito valores. Uma média muito semelhante à sua carreira académica.
Este exame terá sido uma boa lição de como se passa, num ápice, de examinando (marcado para o chumbo) para a posição do catedrático.
Espero que tenhamos enterrado de vez uma das mais abjectas questiúnculas do burgo lusitano.
9 de abril de 2007
Uma no cravo...
Primeiro contei os dias. Depois passei a contar as semanas.Sinceramente, nunca pensei que a questão do prefixo do Primeiro-ministro José Sócrates sobrevivesse à inundação das amêndoas.
Ora o facto de José Sócrates ter ou não ter graus académicos não prefigura uma incompatibilidade para exercer o cargo de Primeiro-ministro. Felizmente, os cargos públicos são entregues a quem demonstra aptidões e competências para os exercer e não a quem tem diplomas, sobretudo quando estes não traduzem, necessariamente, (e os casos são mais que as mães) as competências e os saberes que seria suposto traduzirem. (Ou então, eu estou a tomar desejos por realidades e, neste caso, recomendo outros blogs bem mais razoáveis do que este).
Canudos possuem uma configuração adequada para ver Braga, mas não garantem honestidade, rigor, empenho e vontade de trabalhar.
Para além de tudo isto, será que, na sua campanha eleitoral, o Primeiro Ministro afirmou: “Sou Engenheiro e, nessa qualidade, vou baixar os impostos”? Não. O Primeiro-ministro disse apenas: “Vou baixar os impostos”. Portanto, mesmo que ele não seja Engenheiro, ou o seja de modo enviesado, esse aspecto não prefigura quebra de promessa eleitoral.
O Primeiro-ministro de Portugal, eleito por votação universal, devia ter o poder de simplesmente cancelar esta polémica, como quem manda calar uma algazarra no pátio de uma escola primária, (ou numa sala do secundário, ou numa aula do superior), e afirmar simplesmente: “Se sou ou não sou, isso é um problema meu. E não vou dar a nenhum tratante o gostinho de uma explicação”. Ora aí está o que eu diria.
Caramba, se não há um pouquinho de arbitrariedade, um leve toque de prepotência, no poder, para que raio serve o poder?
Um post parvito, desculpem
Um homem ofereceu um ipod à sua filhota. No momento de abrir as prendas, a miúda descobriu que o aparelho estava pejado de filmes pornográficos. O pai apanhou um susto e foi apodado pela esposa e sogra de ser um porco valdevinos. A única hipótese de limpar a sua imagem perante a família seria provar que não tinha nada a ver com aquele conteúdo impróprio, o que facilmente conseguiu, demonstrando que os vídeos ostentavam uma data bastante anterior à aquisição do ipod. Reposta a verdade dos factos, o papá logo ali prometeu, com voz trémula, exigir a troca do aparelho, bem como um pedido formal de desculpas por parte da empresa vendedora, o que realmente, e para gáudio de todos, veio a verificar-se após algumas poucas demarches nesse sentido.(Para a comunicação social o caso encerra-se aqui. Para o blogue, que não permite que a verdade estrague uma boa história, ainda se acrescenta o facto de a filhota de vinte e dois anos, agora na posse de um novo aparelho asséptico e anódino, ter deixado escapar que não se teria importado de ficar com o primeiro ipod).
8 de abril de 2007
"Hoje há Conquilhas..." na Antena1
6 de abril de 2007
"Combustões" e "Sobre o Tempo que Passa"
2. A ser verdade o que Adelino Maltez magistralmente escreve no seu "Sobre o Tempo que Passa", mais nos valera nunca termos passado por uma universidade.
José Pinto Coelho
Se conseguíssemos acreditar no que realmente José Pinto Coelho afirma, isto é, se não houvesse nenhuma reserva mental em relação ao seu discurso, é crível que mais portugueses o apoiariam. Afirma José Pinto Coelho que não quer expulsar todos os imigrantes, apenas os imigrantes maus e marginais. Ora aí está uma atitude quase séria, mas não totalmente séria, pois falta saber o que ele faria com os portugueses maus e marginais. Utilizá-los-ia para expulsar os imigrantes maus e marginais? Ou expulsaria indiscriminadamente imigrantes e nacionais, desde que fossem maus e marginais? Se ele me garantisse esta última atitude, teria muitas hipóteses de me ver hasteando a sua decrépita bandeira.Mas ele não me garante isso porque o seu discurso parece ser mais sobre imigração do que sobre higiene e desparasitação da barraca.
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